Quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Porte de arma é aprovado para MEIs e empresários; veja as novas regras para obter autorização

O porte de arma foi aprovado para microempreendedores individuais (MEIs) e empresários.

Porte de arma é aprovado para MEIs e empresários; veja as novas regras para obter autorização

Empresários, microempreendedores individuais (MEIs) e profissionais responsáveis pelo transporte de dinheiro ou mercadorias de alto valor poderão ganhar novas regras para solicitar o porte de arma de fogo no Brasil. Uma proposta com esse objetivo avançou na Câmara dos Deputados e prevê autorização válida por até cinco anos.

O texto recebeu aval da Comissão de Segurança Pública da Câmara, mas a mudança ainda não está em vigor. Antes de qualquer alteração nas regras atuais, a proposta precisa avançar em outras etapas do Congresso Nacional.

A medida aprovada é um substitutivo apresentado pelo deputado Rodrigo da Zaeli (PL-MT). O parlamentar reuniu no mesmo texto o PL 5438/25, apresentado pelo deputado Marcos Pollon (PL-MS), além de outras propostas que tratam do mesmo tema.

Porte de arma pode alcançar empresários e MEIs

Pelo texto aprovado na comissão, diferentes grupos ligados à atividade empresarial poderão solicitar a autorização, desde que cumpram todos os requisitos previstos, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.

  • empresários;
  • microempreendedores individuais (MEIs);
  • responsáveis legais por empresas que atuam com produtos controlados;
  • funcionários ou representantes formalmente responsáveis pela guarda e pelo transporte de dinheiro ou estoques de alto valor.

Portanto, o projeto não cria um porte automático apenas pelo fato de uma pessoa possuir uma empresa ou estar registrada como MEI.

Quais serão os requisitos para conseguir o porte de arma?

O interessado precisará demonstrar que exerce uma atividade profissional que realmente o coloca em situação de risco.

Além disso, o projeto exige comprovação de idoneidade, capacidade técnica para manusear arma de fogo e aptidão psicológica.

O solicitante também deverá possuir residência fixa e apresentar certidões negativas criminais das Justiças Federal, Estadual, Militar e Eleitoral.

Outro ponto importante será a comprovação de vínculo formal com uma empresa registrada no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), seja por relação empregatícia ou societária.

Porte terá limitações de local e deslocamento

A autorização prevista no projeto não permitirá que o beneficiário circule armado livremente em qualquer situação.

Segundo o texto, o porte ficará relacionado à atividade empresarial. Assim, a pessoa poderá portar a arma no ambiente onde exerce a atividade profissional e durante o trajeto direto entre sua residência e a empresa.

A proposta estabelece restrições para desvios de rota ou permanência armada fora das situações previstas na autorização.

Autorização de porte de arma poderá ser cancelada

Mesmo depois de receber o porte, o beneficiário poderá perder a licença caso deixe de cumprir as condições estabelecidas.

O cancelamento poderá ocorrer se o portador:

  • estiver sob efeito de álcool ou outras drogas;
  • utilizar a arma de maneira ostensiva ou ameaçadora;
  • receber condenação definitiva por crime doloso;
  • perder o vínculo profissional ou societário que justificou a concessão do porte.

Dessa forma, a autorização permanecerá diretamente ligada à situação profissional apresentada no momento do pedido.

Relator cita riscos envolvendo dinheiro e mercadorias

Ao defender a proposta, Rodrigo da Zaeli argumentou que determinados empresários e trabalhadores ficam mais expostos à criminalidade por lidarem diariamente com grandes quantias em dinheiro, mercadorias ou estoques de elevado valor.

Na avaliação apresentada pelo relator, essa exposição justificaria uma regulamentação específica para permitir a proteção da vida e do patrimônio, desde que o interessado cumpra os critérios estabelecidos.

Novas regras para porte de arma

Apesar da aprovação na Comissão de Segurança Pública, empresários e MEIs ainda não ganharam um novo direito ao porte de arma.

O texto seguirá para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Depois, ainda precisará cumprir as demais etapas de tramitação no Congresso Nacional, incluindo Câmara e Senado, antes de eventualmente se transformar em lei.

Até que todo esse processo seja concluído, continuam valendo as regras atuais para concessão do porte de arma de fogo no país.


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