O prefeito de Sorriso, Ari Lafin (PSDB), admitiu em entrevista a uma televisão de Cuiabá que sua gestão tem acessado dados sigilosos de cidadãos da cidade, sob pretexto de atuar contra o crime organizado. A declaração foi dada ao programa Roda de Entrevista, da TV Mais, na quinta-feira (14).
Sorriso foi considerada a 6ª cidade mais violenta em 2023 pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Há uma disputa de território entre facções criminosas na cidade.
"Estamos fazendo agora um trabalho interno, autorizado pela Justiça, de rastreamento de vários setores que, até então, por lei não pode. Não pode. Mas com um trabalho interno autorizado pelo MP (Ministério Público) e pela própria Justiça, nós estamos hoje... por exemplo, na área da Saúde, nós conseguimos hoje monitorar e identificar o cidadão que tenha passagens e que esteja com algum algum mandado em aberto, algum criminoso. Ontem, salvo engano, foram presos dois criminosos com mandado em aberto em Sorriso", disse Lafin em entrevista ao programa.
O prefeito não detalhou a extensão do monitoramento, nem quais setores da prefeitura acessam os dados da Justiça com autorização de juízes da cidade.
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"A gente está conseguindo mandar informações, isso é tudo muito sigiloso, porque tem a lei do LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) que deve ser obedecido. Mas, infelizmente, pelo fato cruel que aconteceu em nossa cidade, nós, entre autoridades, achamos interessante fazer um mecanismo de cruzamento de dados um pouco mais severo, porque caso contrário pode acontecer novamente, não só em Sorriso, em qualquer cidade do Brasil. Então chegou o momento que nós, como sociedade de bem, juntamente com os órgãos como Justiça e Ministério Público, precisamos enfrentar esse fator", concluiu.


