O biomédico e ex-assessor parlamentar Igor Phelipe Gardes Ferraz, preso na Operação Contraprova, foi solto por determinação da juíza Edna Ederli Coutinho. Na operação, Igor Phelipe foi apontado como um dos sócios e responsável técnico pelo laboratório Bioseg, acusado de fraudar exames de pacientes.
A defesa de Igor havia ingressado com um habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Todavia, protocolou desistência diante da decisão pela soltura da magistrada de primeira instância. O HC na 2º instância do Judiciário foi extinto em decisão assinada pelo desembargador Jorge Luiz Tadeu Rodrigues.
De acordo com a decisão, o biomédico passa a cumprir medidas cautelares diversas da prisão, como o uso de tornozeleira eletrônica, não poder deixar a comarca sem comunicação ao juízo e não manter contato com outros investigados ou testemunhas.
INVESTIGAÇÃO
Segundo a Polícia Civil, o laboratório Bioseg realizava exames para diversos órgãos públicos, como a Câmara e a Prefeitura de Cuiabá, e também para clínicas médicas particulares, nutricionistas e um convênio médico, além de atender pacientes particulares.
As investigações iniciaram em março deste ano e no início de abril foi realizado o cumprimento de mandado de busca e apreensão na unidade. Com avanço dos trabalhos policiais, foi descoberto que o laboratório não realizava os exames internamente nem enviava os materiais biológicos para outros laboratórios, como afirmavam os sócios.


