Condenado a 25 anos, reeducando foi surpreendido com pen drive enquanto trabalhava na biblioteca da unidade; Polícia Civil vai investigar origem dos arquivos e possível compartilhamento pela internet
Um reeducando que já cumpre pena de 25 anos de prisão por estupro da própria sobrinha foi conduzido à Polícia Civil após ser flagrado com um pen drive contendo vídeos, fotos e outros arquivos com conteúdo de abuso sexual infantil dentro do Centro de Ressocialização Agamenon Lemos Dantas, em Várzea Grande.
Segundo as informações da ocorrência, o preso realizava trabalho interno na biblioteca do presídio e utilizava um computador quando um policial penal chegou ao local.

Ao perceber a presença do servidor, o reeducando teria desligado rapidamente o computador e retirado um pen drive que estava conectado à máquina. A atitude chamou a atenção do policial penal, que realizou a abordagem e apreendeu o dispositivo.
Durante uma verificação inicial, foram encontrados diversos arquivos envolvendo crianças em situações de abuso sexual. Diante da gravidade do caso, o detento foi retirado da unidade e encaminhado ao CISC Parque do Lago, em Várzea Grande, para registro da ocorrência e demais providências.
Conforme relato apresentado às autoridades, o preso alegou que teria comprado o pen drive de outro detento dentro do próprio presídio. A versão deverá ser investigada pela Polícia Civil.
A investigação também deverá apurar a origem dos arquivos, como eles chegaram ao dispositivo e principalmente se o material estava apenas armazenado ou se também era compartilhado pela internet. Entre as possibilidades que serão verificadas está eventual utilização de ambientes restritos da rede, inclusive a chamada dark web, circunstância que ainda não está confirmada.
Segundo informações repassadas pelo delegado que acompanhou o caso, o preso possui ainda diagnóstico relacionado a transtorno de natureza sexual enquadrado na Classificação Internacional de Doenças (CID). O código e detalhes do diagnóstico não foram informados.

O novo episódio também poderá trazer consequências dentro do sistema penitenciário. O reeducando deverá perder o benefício do trabalho interno que exercia na unidade e poderá responder a procedimento disciplinar. Eventuais novas penas dependerão da conclusão da investigação e da definição jurídica dos fatos.
Após o registro da ocorrência, o homem foi reconduzido ao sistema prisional e deverá passar por audiência de custódia.


