Luciano Francisco de Morais, preso por matar a companheira Regiane Alves Rodrigues da Silva, de 38 anos, na noite dessa segunda-feira (19.10), no bairro Água Vermelha, em Várzea Grande, demonstrou surpresa ao saber, durante depoimento, que ela não havia resistido ao ataque. Ao ser questionado sobre o motivo da discussão, alegou que ela “era brava demais”.
“Ela morreu mesmo, velho?”, perguntou ao delegado durante o interrogatório. Na sequência, ao relatar o desentendimento que antecedeu o crime, Luciano voltou a mencionar o comportamento da companheira. “Não adianta nem falar, porque era brava”, declarou.
O ataque ocorreu dentro de uma mercearia que também funciona como bar e foi registrado por uma câmera de segurança. As imagens mostram o casal entrando no estabelecimento e Regiane conversando com a funcionária do caixa.
Em seguida, Luciano se aproxima do balcão, pega uma faca e golpeia a companheira. Regiane cambaleia e cai no chão. Ele deixa o comércio após o ataque.
No depoimento, Luciano admitiu ter pegado a faca no estabelecimento e atingido a vítima durante a discussão. Questionado sobre o que os dois conversavam diante do caixa, mencionou uma divergência sobre uma compra para a qual não teriam dinheiro.
Segundo informações preliminares repassadas à Polícia Militar, o casal vivia em situação de rua. Testemunhas relataram aos policiais que os dois discutiam sobre o relacionamento antes do crime.
Durante o interrogatório, o delegado também questionou Luciano sobre um episódio anterior relacionado à Lei Maria da Penha. Ele negou ter agredido Regiane naquela ocasião, mas confirmou que houve uma discussão e relatou ter ficado quase oito meses preso.
Regiane foi socorrida e encaminhada ao Pronto-Socorro de Várzea Grande (PS/VG), mas não resistiu ao ferimento. Luciano foi localizado e preso após fugir. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio.
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