Quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Procuradora do MPE morre vítima da Covid em São Paulo e amigos lamentam

“Uma pessoa maravilhosa, apaixonada pela vida, solidária e engajada em causas sociais. Que Jesus Cristo a receba em suas moradas! Descanse em paz, amiga querida”.

Procuradora do MPE morre vítima da Covid em São Paulo e amigos lamentam
DivulgaçãoFoto: Arquivo Colíder News

Faleceu em São Paulo, vítima da Covid-19, a procuradora Justiça Julieta Nascimento Souza, que tinha 71 anos. O ex-chefe do MPE-MT e procurador Paulo Prado lamenta a perda e enaltece as qualidades da colega. “Uma pessoa maravilhosa, apaixonada pela vida, solidária e engajada em causas sociais. Que Jesus Cristo a receba em suas moradas! Descanse em paz, amiga querida”.


Julieta ingressou no Ministério Público em março de 1990. Atuou nas comarcas de Guiratinga, Mirassol D' Oeste, Cáceres, Santo Antônio de Leverger e em Cuiabá.

Também realizou vários plantões em Pontes e Lacerda. Na Capital, atuou na 21ª Promotoria Criminal com designação para a 9ª Promotoria Criminal de Feitos Gerais. E foi promovida à procuradora em 2017.

Segundo o presidente da Associação do Ministério Público Rodrigo Fonseca da Costa, ela estava internada há cerca de 25 dias no Prevent Senior, em São Paulo. Primeiro, passou mal em Cuiabá, chegou a ser internada aqui, mas foi transferida devido a gravidade do quadro clínico.

Rodrigo diz que ela veio a falecer na manhã de hoje (3). A entidade vai emitir nota de pesar. “Uma grande profissional, muito boa, alegre e de bem com a vida”, destaca o presidente da Associação.

Em nota, o procurador-geral de Justiça em exercício, Mauro Delfino César, lamentou o ocorrido e destacou que “Julieta do Nascimento dedicou grande parte da sua vida ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso. Incansável, ela sempre se manteve próxima da sociedade, exercendo com mister as suas atividades institucionais”, disse.

Em seu discurso de posse ao cargo de procuradora de Justiça, em 2017, Julieta enfatizou: “Fiz dezenas de trabalhos, mas dois, em especial, me marcaram bastante. A participação na primeira edição do Projeto Ribeirinho Cidadão (em 2006), onde tive a honra de ser a primeira Promotora de Justiça a representar o Ministério Público em um projeto social de grande relevância para a população ribeirinha. Outro momento importante na minha carreira foi quando, em 2015, participei da implantação da audiência de custódia, visando a humanização do sistema prisional”.

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