O professor Clayton Reis Divino, de 47 anos, que foi preso acusado de invadir a casa da ex-companheira e agredi-la no distrito de Pingo D’Água, no município de Querência (755 km de Cuiabá), confessou ter feito ameaças de morte contra a vítima, mas negou ter "coragem" para cometer o ato. A agressão foi registrada por uma câmera de segurança e ocorreu na frente do filho do casal, de dois anos, no domingo (25).
Segundo o relato da vítima, de 43 anos, ela está separada do agressor há cerca de seis meses. Ao chegar à sua residência por volta das 6h, foi surpreendida pelo ex-companheiro, que teria invadido o imóvel possivelmente utilizando uma cópia das chaves.
De acordo com o boletim de ocorrência, o professor apresentava comportamento extremamente agressivo. A vítima contou que foi segurada pelo braço e atingida com um soco no rosto logo ao entrar na casa.
Em seguida, passou a ser ameaçada de morte, com frases que a obrigariam a reatar o relacionamento. Ao tentar fugir, ela foi contida, arrastada para dentro da residência e estrangulada, chegando a perder o fôlego e quase desmaiar.
A agressão só foi interrompida por causa da intervenção de uma vizinha, que conseguiu afastar o suspeito, permitindo que a vítima escapasse e procurasse ajuda. As agressões foram registradas pelas câmeras de segurança da residência e presenciada pelo filho do casal, uma criança de apenas dois anos. A equipe da Polícia Civil deslocou-se imediatamente até o distrito e localizou o suspeito em sua residência.
Ele recebeu voz de prisão sem resistência e foi conduzido para as providências legais. Durante interrogatório, Clayton confessou ter feito ameaças de morte mas negou que "teria coragem" para cometer o crime.
Porém, pontuou que teria enforcado a mulher em um momento de 'surto'. Ele relatou afirmou que tinha apenas intenção de reatar o relacionamento e que, quando foi até a casa, encontrou a porta aberta ressaltando que não tinha a chave do imóvel.
Ainda em interrogatório, Clayton alegou que teria procurado a polícia para relatar o ocorrido mas que não teria dado certo. A vítima apresentava lesões e hematomas na boca, pescoço e braços. Diante do fundado receio pela sua vida, a mulher formalizou representação criminal e solicitou, com urgência, medidas protetivas para o afastamento definitivo do agressor. Após prestar depoimento, Clayton foi encaminhado para audiência de custódia. O delegado responsável pelo caso, Bruno Gomes, representou pela prisão preventiva dele.


