Terça-feira, 13 de outubro de 2026

Professores podem ser acusados por negligência em morte de menino em cachoeira na Chapada dos Guimarães

Com base na apuração, na última semana, o delegado instaurou inquérito policial para confirmar as evidências, pois há indícios mínimos de que a omissão foi penalmente relevante.

Professores podem ser acusados por negligência em morte de menino em cachoeira na Chapada dos Guimarães
Foto: ReproduçãoFoto: Arquivo Colíder News

A investigação instaurada pela Delegacia de Chapada dos Guimarães para apurar se a morte do adolescente Daniel Hiarle Arruda de Oliveira, 14 anos, em uma cachoeira no Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, já ouviu 22 pessoas.



Diante da investigação produzida até o momento para apurar se o fato foi consequência de imprudência ou negligência da equipe de educadores, a Polícia Civil verificou elementos mínimos de autoria e materialidade da prática da infração penal de homicídio culposo.

Entre as diligências realizadas, a equipe de investigação coletou as primeiras impressões no local, assim como foi realizada perícia pela Politec no local, além da necropsia do corpo. Entre as oitivas, foram inquiridas três autoridades em turismo.

Segundo o delegado, Alexandre da Silva Nazareth, houve imprudência em permitir o acesso dos alunos no curso d’água; e negligência em observar regras de gestão de segurança deliberadas pela ABNT para turismo (ou educação) de aventura, tais como incursão com condutor e auxiliar (profissional habilitado para tal), uso de equipamentos de proteção individual e coletivo, limite de pessoas no local de banho, dentre outras.

Com base na apuração, na última semana, o delegado instaurou inquérito policial para confirmar as evidências, pois há indícios mínimos de que a omissão foi penalmente relevante.

“Isto é, com a permissão de contato dos alunos com águas com profundidade maior que dois metros, os servidores assumiram a responsabilidade de impedir qualquer resultado desastroso (exemplo: impedir a morte, mesmo não tendo os educadores habilitação para isso); e também com referido comportamento, eles teriam criado o risco da ocorrência do resultado aflitivo”, explicou o delegado.

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Nas próximas diligências serão inquiridas outras 10 pessoas, entre elas, mais uma autoridade em turismo, quatro alunos e as coordenadoras que participaram da aprovação do projeto.

O delegado aguarda a conclusão dos laudos de perícia complementar do local e de toxicologia da vítima, além de documentos com as normas da ABNT, que serão anexados ao inquérito. O inquérito será finalizado no prazo de 30 dias.

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