Terça-feira, 29 de setembro de 2026

Professores protestam no Centro Político

Segundo o Sintep, cerca de 65% de trabalhadores permanecem em greve, apesar de terem os salários cortados.

Professores protestam no Centro Político
ReproduçãoFoto: Arquivo Colíder News

Um grande ato convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) levou para as ruas da capital nesta quarta-feira (17) milhares de profissionais da Educação, que estão em greve desde o dia 27 de maio. Em passeata, os grevistas percorreram o Centro Político Administrativo denunciando o governo Mauro Mendes, que se nega a apresentar uma proposta para o fim da greve. 

Os educadores manifestaram a revolta ao calote na Lei salarial LC 510/2013, ao corte do ponto dos trabalhadores por cobrarem direitos. Segundo o Sintep, cerca de 65% de trabalhadores permanecem em greve, apesar de terem os salários cortados. 

Na avaliação dos educadores, o retrocesso com a suspensão da Lei, em vigor nos últimos seis anos, comprometerá muito mais a carreira e a valorização profissional, do que ficar temporariamente sem salário.

O presidente Sintep-MT, Valdeir Pereira, destacou que as práticas do governo Mauro Mendes, apesar das promessas de campanha, revelaram a que veio. “Não paga a Revisão Geral Anual, não cumpre a Constituição Estadual em seu artigo 245 (garantir o percentual da Educação nas isenções), corta salário, e retira direitos dos trabalhadores do executivo. Diante disso, nossa greve continua”, reafirmou.

Ainda durante a caminhada o dirigente sindical do Sintep/MT, Henrique Lopes, parou em frente ao Tribunal de Contas do Estado, destacando a conivência do órgão com as manobras do executivo. Citou alteração contábil no Imposto de Renda Retido na Fonte, que de crédito passou para débito e elevou o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) do estado, de 47% para 58%. 

Lopes denunciou também o provável desvio de finalidade dos recursos da educação, relatado pelo secretário da Casa Civil. Em audiência para tentativa de negociação com o sindicato, os dirigentes foram informados que os salários cortados de forma integral, seriam pagos parcelados porque o recurso teria sido usado no pagamento de fornecedores. 

A caminhada foi finalizada na Assembleia Legislativa, onde os profissionais em greve estão desde de ontem (16.07), acampados e acompanhando as sessões plenárias. O objetivo é fazer com que os deputados tranquem a pauta e exijam do governo respeito ao poder Legislativo. Foi construída uma proposta que mesmo não sendo a ideal, configura um avanço já debatido com a categoria em Assembleia. A proposta, com base no orçamento do estado, parcelaria os 7,69% da Lei 510/2013, em três vezes até a próxima data base

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