A quantidade de abates em frigoríficos em Mato Grosso no mês de março é o maior para o período desde 2007. Dados do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) foram enviados para o gancho 472,48 mil animais, sendo 16,63% em relação ao mês anterior.
Dentre os animais, os machos totalizaram 217,21 mil cabeças, com aumento de 10,07% para o mesmo comparativo. Contudo, o destaque é para o número de fêmeas que teve acréscimo de 22,88% no comparativo mensal. As informações são do Instituto de Economia Agropecuária (Imea).
O abate de fêmeas representou 54,03% dos animais abatidos nos frigoríficos. A baixa no valor da arroba do bezerro de ano foi um dos principais fatores determinantes dessa intensificação dos abates. Para se ter ideia, o bezerro de 12 meses e 7 arrobas já registra queda de 27,58% em março, em relação a março de 2022.
Além disso, o retorno da venda de carne bovina para a China e o clima contribuíram para o aumento dos abates. Conforme o diretor técnico da Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Francisco Manzi, com o fim do ciclo das chuvas, animais são enviados para o abate para dar folga nos pastos e poder acomodar mais animais no tempo seco.
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Conforme o Imea, somente em 2023, mais de 1,3 milhão de bovinos foram enviados para o abate no período de três meses.


