Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Queda da criminalidade é mérito de Bolsonaro – e não se fala mais nisso

A guerra civil não permite comemoração, a não ser para efeitos na disputa ideológica travada entre os “direitos humanos” e os “humanos direitos”

Queda da criminalidade é mérito de Bolsonaro – e não se fala mais nisso
Estatísticas ajudam Bolsonaro a manter discurso Dida Sampaio/Estadão ConteúdoFoto: Arquivo Colíder News

A queda nos índices de criminalidade em janeiro deste ano é a primeira grande notícia a favor de Bolsonaro. E não adianta dizer que nem houve tempo para alguma medida do novo governo surtir efeito. Não vai colar.

Em política, não existem fatos nem coincidências: existem versões. E prevalecerá a de que os criminosos recuaram diante do discurso (agora oficial) de que a polícia tem licença para matar e bandido bom é bandido morto.

Os números mantêm o Brasil entre os países mais violentos do mundo. São impressionantes, assustadores. Em 2018, o Brasil registrou uma média de 24,02 vítimas de homicídios dolosos a cada 100 mil habitantes. Não há otimismo ou fanfarronice que nos aproxime da média mundial – 6,4 para cada 100 mil pessoas.

Nossa guerra civil não permite a ninguém cantar vitória, a não ser para efeitos na disputa ideológica travada entre os “direitos humanos” e os “humanos direitos” – esse falso dilema que divide o país em três categorias: mortos, feridos e sobreviventes.

m deitar e rolar em cima das estatísticas. Podem até dizer que tudo vai melhorar quando cada brasileiro tiver uma arma na mão e nossas cadeias estiverem ainda mais apinhadas de negros, pobres e assassinos de verdade.

Nessa aula de matemática mórbida, uma hora alguém levanta a mão e pergunta sobre outros índices, que insistem em aumentar: desemprego, desalento, analfabetismo funcional, inadimplência, miséria e desilusão com a política.

Por enquanto, Bolsonaro pode continuar a fazer arminha com a mão e comemorar.

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