A relação de troca boi/milho segue com tendência favorável ao pecuarista mato-grossense. Houve avanço de 0,89 saca por arroba em junho ante a maio ficando em 5,78 sacas de milho por arroba de boi gordo na parcial deste mês.
Cerca de 13% dos pecuaristas do Estado realizam a compra de insumos por meio de barter, cujo o pagamento é realizado por meio da troca de produtos e com a intermediação de uma compradora de commodities agrícolas. Em 99,1% dos casos, quem faz a troca boi/milho são pecuaristas que também são agricultores.
Conforme o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) o que justificou esse cenário, apesar da queda no valor de venda do boi gordo, é que a desvalorização nos preços do milho disponível foi ainda maior.
O boi gordo passou de R$ 233,90 a arroba na primeira quinzena de maio para R$ 206,68 a arroba em junho, um recuo de 11,56%, ao passo que o preço do milho disponível reduziu 25,18% no mesmo comparativo e esteve cotado a R$ 35,79 a saca neste mês.
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A estimativa do Imea aponta uma grande produção do cereal para a safra 22/23 em Mato Grosso, que somada ao déficit de armazenagem do estado pode continuar pressionando os preços do milho e melhorar a relação de troca do pecuarista.


