A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos atos de 8 de janeiro divulgou seu relatório final nesta quarta-feira (29/11), após nove meses de investigação sobre os ataques contra a democracia ocorridos em 8 de Janeiro. Contrariando especulações, o relatório descartou a acusação de terrorismo, ressaltando que o crime exige motivações de xenofobia, discriminação ou preconceito, mas não inclui condutas motivadas por razões políticas.
O documento de 444 páginas e 130 pedidos de indiciamento detalha quatro grupos principais de indiciados. O primeiro grupo inclui aqueles que incitaram a participação nos atos, seguidos pelos financiadores, os que foram omissos e, por fim, os que estiveram fisicamente na Praça dos Três Poderes praticando ações violentas para anular o resultado das eleições.
Durante os nove meses de investigação, a CPI ouviu 31 pessoas, incluindo ex-ministros, generais, membros de alta patente da Polícia Militar do DF e da Secretaria de Segurança Pública, além de figuras-chave da tentativa de golpe, como líderes e financiadores.
Após a votação do relatório, a CPI encaminhará o documento para órgãos competentes, como o Ministério Público e a Advocacia-Geral da União (AGU). Esses órgãos podem abrir novas investigações, agregar mais elementos às apurações existentes ou apresentar novas denúncias com base nos resultados da CPI.
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O relatório destaca ainda a possibilidade de membros da Comissão apresentarem emendas aditivas ou supressivas, que podem adicionar ou remover nomes de indiciados, sujeitas à aprovação da maioria.
Fonte: Folha do Estado MT


