A motorista que atropelou e matou Márcia Regina da Silva, de 53 anos, no último domingo (24.09) em Várzea Grande se apresentou à polícia. A suspeita é que a suposta condutora que se apresentou à delegacia, teria trocado de lugar com outra pessoa para assumir a culpa pelo crime.
O delegado da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), Vinícius Nazário, explica que no momento da ocorrência não foi localizado o condutor do veículo e que posteriormente apresentaram-se na delegacia uma moça e um rapaz, acompanhados do advogado, dizendo que teriam envolvimento nesse acidente.
A equipe da Deletran checou às informações e constatou que eram o proprietário do veículo e a cunhada dele. Os envolvidos alegaram que estavam em uma confraternização familiar para assistir o jogo do São Paulo contra o Flamengo, e eles estavam indo em direção a um posto de combustível quando o cunhado pediu para a mulher dirigir pois ele teria ingerido bebida alcoólica.
Durante o trajeto, ele hasteava a bandeira do São Paulo enquanto a condutora na rotatória, perdeu o controle do veículo porque confundiu o freio com o acelerador, por não estar habituada a dirigir veículo automático e por isso colidiu na traseira da motocicleta, causando o atropelamento e morte de Márcia.
Segundo eles, saíram do flagrante por receio de linchamento, se apresentando posteriormente na delegacia.
De acordo com o delegado, a motociclista que morreu não possuía habilitação, mas isso não exime a responsabilidade do condutor que estava atrás. Até porque ele tem que manter algum tipo de cautela e segurança para quem está à frente.
E sobre a possível troca de condutores, em depoimento os envolvidos relataram que houve troca sim, mas após o acidente. Porque a condutora que dirigia o veículo no momento do atropelamento ficou em estado de choque, não conseguindo dirigir novamente.
Vídeos de câmaras de segurança serão revisados e depoimentos de testemunhas serão ouvidos pela equipe de investigadores para elucidar se houve a troca de condutor antes ou depois do acidente.
Conforme o delegado: "Tudo indica que houve a responsabilidade da condutora que conduzia o HB20, na colisão. Ou seja, independente da vítima ser habilitada ou não, esse fato possui uma menor relevância dentro do contexto dessa apuração para nós".
Outro caso
Outro acidente registrado na madrugada desta segunda-feira envolveu a vítima Wellington Santana de Almeida Júnior, de 30 anos, que estaria com uma fita de controle de evento no braço.
Wellington conduzia uma motocicleta BIZ quando perdeu o controle do veículo na avenida Jornalista Arquimedes Pereira Lima, conhecida como Estrada do Moinho, sentido centro para o bairro, trecho que está em obras.
Segundo informações da Polícia Civil, perto das 4h da manhã, a vítima colidiu com uma estrutura de concreto e morreu no local. O Samu constatou a morte da vítima.
De acordo com o delegado, Wellington também não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e não deveria estar transitando com veículo automotor. Não há indícios de haver outro condutor, mas o inquérito será instaurado e nós vamos apurar se houve a intervenção de terceiros.
"Ontem, ele teve sua vida ceifada por imperícia ou imprudência própria, nós iremos apurar esse fato. Mas tudo indica que foi um choque mecânico do próprio motorista ali em obstáculos da via pública", diz o delegado.
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Nazário comenta sobre a sinalização das obras públicas alertando que há necessidade de mais cuidado e segurança: "O trânsito em Cuiabá, ele já flui muito mal, ainda mais com esse prejuízo ao trânsito acaba colaborando com esses acidentes que vem ocorrendo".


