O sargento da Polícia Militar, William Nascimento, que foi morto pelo colega de farda, Gabriel Castella Cardoso, em São José do Rio Claro (295 km de Cuiabá), na noite de sábado (21), teria ameaçado o atirador de morte minutos antes do ocorrido.
De acordo com os autos do depoimento de Castella, obtido com absoluta exclusividade pelo Folhamax, os dois teriam uma rusga antiga por conta do sumiço de uma arma apreendida durante uma ocorrência de tráfico de drogas.
Ainda segundo o documento, William estava tratando Gabriel de forma ríspida e não respondeu a continência e nem o cumprimento de 'boa noite' feito por Castella. Em seguida, o atirador perguntou se a vítima estaria bem e ele respondeu de forma autoritária: “Tudo bem, por quê?”
Neste momento, Gabriel teria apontado o atraso de William, que deveria ter se apresentado no batalhão da PM às 18 horas, mas chegou no local uma hora depois.
Após ser repreendido, William, que já estava alterado, teria elevado o tom ainda mais e começou a pedir respeito ao atirador, dizendo que era mais antigo e que deveria ser respeitado, senão iria matar Castella.
Foi então que Nascimento avançou com o braço esticado em direção a Gabriel, que começou a recuar e, se sentindo ameaçado, efetuou os disparos.
PERSEGUIÇÕES
Gabriel relatou, ainda, que era perseguido por William. A rusga se intensificou após uma ocorrência de tráfico de drogas e porte de arma de fogo, ocasião em que o artefato foi, supostamente, extraviado. Porém, os militares responsáveis pelo caso negaram o sumiço do revólver.
No entanto, William teria tomado as dores de um dos agentes envolvidos no caso e passou a assediar Gabriel moralmente.
Depois disso, outro atrito veio à tona em uma nova apreensão de drogas. Diante da situação, Gabriel chegou a procurar o vereador Pelezinho, para que ele pudesse dormir em outro lugar que não fosse o quartel, pois estava temeroso por sua vida.
O militar também contou ao irmão que estava com medo de morrer. O irmão, por sua vez, entrou em contato com os superiores de Gabriel, que disseram para ele ficar tranquilo que nada de ruim iria acontecer com ele.
Após o crime, Gabriel permaneceu no local e estaria fumando na cozinha ainda armado. Um dos policiais tomou a arma do rapaz, temendo que ele pudesse atentar contra a própria vida, pois teria relatado que estava tendo ideações suicidas.
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Um inquérito policial foi instaurado para apurar o caso.


