O advogado Jeffrey Chiquini disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria ser declarado inelegível após os desfiles do Carnaval do Rio de Janeiro.
Em vídeo publicado nas redes sociais, ele criticou o conteúdo apresentado na Marquês de Sapucaí e fez ataques ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo Chiquini, caso não haja punição, isso representaria, nas palavras dele, um “atestado” de que as eleições de 2022 foram fraudulentas e que o Tribunal Superior Eleitoral teria favorecido o candidato do PT.
Ele defendeu que, se a Corte agir com imparcialidade, deveria aplicar ao atual presidente o mesmo entendimento usado em decisões anteriores.
O advogado citou a condenação que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro inelegível por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, após reunião com embaixadores e outros episódios analisados pela Justiça Eleitoral.
Para Chiquini, o que ocorreu no Carnaval poderia ser enquadrado como campanha antecipada.
Na gravação, ele também mencionou decisões do TSE durante o pleito de 2022, como a suspensão de conteúdos audiovisuais que, segundo a Corte, poderiam comprometer a lisura do processo eleitoral.
O advogado afirmou que acompanhará eventuais manifestações do relator do caso e criticou o que classificou como risco de censura.
Chiquini ainda declarou que tornar Lula inelegível não seria vingança, mas aplicação de precedente já estabelecido. Ao final do vídeo, convocou apoiadores a compartilhar a mensagem em defesa do que chamou de “paridade” e “isonomia” na aplicação da lei.


