Sexta-feira, 2 de outubro de 2026

'Se precisar fechar, fecha', diz secretário do Ministério da Economia sobre GM no Brasil

ECONOMIA

'Se precisar fechar, fecha', diz secretário do Ministério da Economia sobre GM no Brasil
A notícia de que a GM estaria avaliando o fechamento de suas operações na América do Sul ganhou destaque na imprensa nacional e mobilizou prefeituras (Roberto Sungi / Futura Press)Foto: Arquivo Colíder News

A notícia de que a GM estaria avaliando o fechamento de suas operações na América do Sul ganhou destaque na imprensa nacional e mobilizou prefeituras e sindicatos das regiões afetadas.

Em meio a debates sobre mudanças direcionadas aos trabalhadores da GM em São Caetano e São José dos Campos, principalmente, uma declaração de Carlos da Costa, secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia do governo Jair Bolsonaro, movimentou ainda mais toda essa polêmica.

De acordo com reportagem do jornal Folha de S.Paulo, Costa teria afirmado durante reunião em 4 de janeiro com alto escalão da montadora, incluindo o vice-presidente de Relações Governamentais da GM no Brasil, Marcos Munhoz, que se “precisar fechar (a fábrica), fecha”.

A declaração do secretário foi uma resposta a insatisfação de Munhoz em relação a chefia nos Estados Unidos com as plantas de São Caetano do Sul e São José dos Campos, que as classificou como inviáveis por conta dos altos custos, e admitiu que era sério o risco de fechar as portas.

O posicionamento de Carlos da Costa reforça ainda mais a teoria de que o governo de Jair Bolsonaro pretende resistir a eventuais investidas da GM de pleitear incentivos tributários ou qualquer outro tipo de apoio federal para manter operações no Brasil.

A General Mortos apresentou aos sindicatos uma extensa pauta de negociação dos direitos trabalhistas para que possa continuar operando no país e o secretário da Fazenda de São Paulo, Henrique Meirelles, anunciou que estuda a possibilidade de socorrer a GM antecipando crédito de ICMS.

Já o presidente Jair Bolsonaro, que se elegeu com um discurso de redução de subsídios e abertura do mercado, ainda não se manifestou oficialmente sobre o assunto.

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