A notícia de que a GM estaria avaliando o fechamento de suas operações na América do Sul ganhou destaque na imprensa nacional e mobilizou prefeituras e sindicatos das regiões afetadas.
Em meio a debates sobre mudanças direcionadas aos trabalhadores da GM em São Caetano e São José dos Campos, principalmente, uma declaração de Carlos da Costa, secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia do governo Jair Bolsonaro, movimentou ainda mais toda essa polêmica.
De acordo com reportagem do jornal Folha de S.Paulo, Costa teria afirmado durante reunião em 4 de janeiro com alto escalão da montadora, incluindo o vice-presidente de Relações Governamentais da GM no Brasil, Marcos Munhoz, que se “precisar fechar (a fábrica), fecha”.
A declaração do secretário foi uma resposta a insatisfação de Munhoz em relação a chefia nos Estados Unidos com as plantas de São Caetano do Sul e São José dos Campos, que as classificou como inviáveis por conta dos altos custos, e admitiu que era sério o risco de fechar as portas.
O posicionamento de Carlos da Costa reforça ainda mais a teoria de que o governo de Jair Bolsonaro pretende resistir a eventuais investidas da GM de pleitear incentivos tributários ou qualquer outro tipo de apoio federal para manter operações no Brasil.
A General Mortos apresentou aos sindicatos uma extensa pauta de negociação dos direitos trabalhistas para que possa continuar operando no país e o secretário da Fazenda de São Paulo, Henrique Meirelles, anunciou que estuda a possibilidade de socorrer a GM antecipando crédito de ICMS.
Já o presidente Jair Bolsonaro, que se elegeu com um discurso de redução de subsídios e abertura do mercado, ainda não se manifestou oficialmente sobre o assunto.


