O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, declarou durante entrevista que promover festa de Réveillon neste momento é incoerência, devido ao surto de gripe já registrado em quase todo o Estado.
Ele destacou a falta de medicamentos nas farmácias e colapso nas Unidades de Saúde.
“É uma insensatez promover eventos com grandes aglomerações, é ir na contramão das orientações dada pela classe médica, pela especialista, ciência, acho que é uma decisão de altíssimo risco para população”, declarou o secretário.
Segundo o secretário a decisão é dos municípios e todos estão cientes do cenário atual com relação ao surto de gripe e as consequências que a realização de grandes eventos podem trazer. Além disso, destacou que muitos municípios não tem condições de atender a população e estão com baixa cobertura vacinal.
“Já me posicionei, governador já se posicionou, acho que não é novidade para nenhum gestor. Tem município que tem baixa cobertura vacinal, que não tem medicamento, pede socorro quase todo dia e de repente promove um evento dessa natureza, e no dia seguinte eu sei qual a consequência para população, mas infelizmente os gestores tem essa autonomia, a responsabilidade por essa decisão é deles e as consequências também”.
Gilberto enfatizou que já existe falta de medicamentos contra gripe nas farmácias e super lotação nas unidades de saúde municipais.
“Basta ver o cenário que se encontra neste momento, as farmácias já estão em colapso no que diz respeito ao fornecimento de medicamentos para tratamento contra a influenza, as unidades de saúde já super lotadas, e vejo que municípios pequenos promovendo eventos dessa natureza ou seja vão acabar sobrecarregando o sistema de saúde nos principais municípios. É triste verificar que no momento que nós fizemos um grande sacrifício para controlar a pandemia, agora nós estamos vendo flexibilizações imprudentes acontecendo Brasil a fora”, disse.
Na oportunidade o secretário explicou sobre a influenza e afirmou que a vacina deve chegar em maio de 2022 e que a vacina da contra a gripe (H1N1) não protege contra a nova cepa H3N2.
“É uma cepa que a vacina não foi produzida para atender, essa vacina que deve chegar na rede básica do Plano Nacional de Imunização em maio de 2022, então as pessoas que tomaram a vacina da influenza, elas têm uma certa proteção, mas não contra essa variante”, afirmou.
O secretário declarou ainda que o Estado não tem o que fazer neste momento, que a responsabilidade em relação aos atendimentos é de cada município.
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“Essa obrigação da atenção básica de saúde é atividade dos municípios, o Estado não tem o que fazer neste momento, cada município tem que adotar as medidas necessárias. Por isso que a gente enfatiza que é uma certa incoerência quando, praticamente com uma nova epidemia acontecendo, eventos estão sendo realizados como se estivéssemos no paraíso. O Ano Novo, o Réveillon vai existir, assim como carnaval também vai, o que nós estamos sugerindo é contenção, é prudência na realização, sugerimos que não haja grandes eventos e grandes festas com aglomeração de pessoas”, finalizou.


