Quinta-feira, 13 de agosto de 2026

SELMA-TAQUES Galli crê que PSL vai aceitar acordo com PSDB

Victório Galli acredita que o PSL aceitará acordo desde que Taques garanta palanque ao presidenciável Jair Bolsonaro

SELMA-TAQUES Galli crê que PSL vai aceitar acordo com PSDB
Deputado federal Victório Galli defende acordo do PSL com o PSDB de Pedro Taques Foto: ArquivoFoto: Arquivo Colíder News
Mesmo diante da restrição imposta pela Executiva Nacional, o Partido Social Liberal (PSL) deve se manter no arco de alianças do governador Pedro Taques (PSDB). O deputado federal Victório Galli, presidente do PSL no Estado, acredita que o fato de o gestor tucano garantir palanque ao presidenciável Jair Bolsonaro em Mato Grosso, irá derrubar este impedimento imposto pela Nacional. 

“Nesse caso, a restrição é para que não haja confronto com dois candidatos à presidência. Mas, com a garantia de que vamos ter estrutura e palanque para Bolsonaro é o que vamos trabalhar daqui para frente nesse sentido a liberação da coligação”, explicou o parlamentar. 

Nesta quarta-feira (18), a Nacional do PSL baixou uma resolução proibindo que a sigla coligue com nove partidos no Estado. Entre elas estão o PSDB, PDT e PCdoB, o que, na prática, impediria a legenda de coligar com os principais pré-candidatos ao Governo, como o próprio Taques, além do senador Wellington Fagundes (PR) e o ex-prefeito Mauro Mendes (DEM). 

A tendência é que a sigla integre o arco de alianças de Taques, que irá buscar a reeleição em outubro deste ano. O gestor tucano garantiu ao partido participação na chapa majoritária e também não teria restringido palanque a Bolsonaro. A juíza aposentada Selma Rosane de Arruda pode ser candidata ao Senado Federal, ou até mesmo a vice na coligação em prol da reeleição do governador. 

Galli disse que ouviu todos os pré-candidatos e apresentou a cada um deles quatro itens como condicionantes para uma aliança com o partido. Além do palanque a Bolsonaro e espaço para Selma na majoritária, a legenda exige disputar a eleição proporcional para deputado estadual com chapa pura, e também estar em uma chapa competitiva com possibilidade de fazer deputados federais. 

“Vamos pegar todas as propostas que temos aqui e levar à nacional. Mais ou menos o seguinte: Com Wellington tem vaga pra Selma, tem palanque para o presidenciável, mas o PCdoB está lá no grupo e o PT pode estar lá também. No Mauro, tem isso, aquilo, mas não tem vaga para Selma. E, no PSDB, temos uma coligação com os quatro itens que interessam ao partido”, explicou Galli. 

De acordo com ele, todos esses quadros serão detalhados em um relatório que será entregue para análise da nacional. “Farei um relatório direitinho com tudo o que está acontecendo e vamos passar para nacional. Eles é quem darão o veredito final”, finalizou.
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