Sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Senadores apresentam pedido de impeachment contra Barroso

Pedido ocorre devido à declaração do ministro de que enfrentou e derrotou o "bolsonarismo", dada no Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE)

Senadores apresentam pedido de impeachment contra Barroso
Foto: Arquivo Colíder News

Senadores da oposição apresentaram, nesta quarta-feira (19/7), um pedido de impeachment contra o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido ocorre devido à declaração do magistrado de que enfrentou e derrotou o "bolsonarismo", dada no Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), na última quarta-feira (12/7).


Em coletiva de imprensa, o senador Jorge Seif (PL-SC) disse que 13 senadores e entre 70 a 80 deputados federais assinaram o requerimento em conjunto. De acordo com a lista divulgada por Seif, o senador Cleitinho (Republicanos-MG) é um dos parlamentares que assinou o pedido de impeachment do ministro da Suprema Corte. 
  

Jorge Seif afirmou que o próprio presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), reconheceu a "gravidade" da fala do ministro Luís Roberto Barroso, e por isso espera que o pedido avance.

"As manifestações de desaprovação por parte do presidente Rodrigo Pacheco nos deixa certos que o preisdente desta casa também viu a gravidade das manifestações e os crimes de responsabilidade nela contido", pontuou.
O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) avalia o episódio do ministro Barroso como "gravíssimo" e afirma que a fala do magistrado demonstra "claramente que ele tem um lado".
"Ele deixa claro que ele participou da derrota do outro lado. Quando ele diz: 'Nós derrotamos o bolsonarismo', ele coloca na primeira pessoa do plural. Quem é nós? Nós ele se refere o STF, ao qual ele faz parte, é vice-presidente e em breve será presidente? Ou ao TSE, ao qual ele presidiu", disparou o parlamentar.
 
Segundo o deputado, os parlamentares que assinam o pedido são do PL, MDB, União, Novo, PSDB, PP, Podemos, Republicanos, PSD e Patriota. 

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"Não está nas atribuições de um ministro do Supremo derrotar ninguém, e sim zelar e guardar a Constituição. Se ele quer derrotar alguém, que seja nas urnas, mas que seja candidato", completou Jordy. 
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