Sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Senna Tower já consumiu concreto e aço equivalentes a dois prédios de 50 andares

Tecnologia inédita reduziu prazo da fundação de 120 para 70 dias úteis, em uma das maiores operações de estaqueamento já feitas no país

Senna Tower já consumiu concreto e aço equivalentes a dois prédios de 50 andares
Foto: Arquivo Colíder News
A fundação do Senna Tower, o residencial mais alto do mundo em construção em Balneário Camboriú (SC), atingiu uma escala equivalente à construção de dois edifícios de 50 andares. O cálculo considera o volume de concreto e aço
usado apenas no estaqueamento, etapa de construção em que se cravam ou perfuram estacas no solo para formar a fundação profunda de uma edificação.


A obra, desenvolvida pela FG Empreendimentos em parceria com a Marca Senna e a Havan, recebeu ao longo da operação 798 estacas de até 40 metros de profundidade, somando cerca de 30 quilômetros de estrutura fixada na rocha catarinense.

O estaqueamento utilizou um sistema desenvolvido pela própria FG Empreendimentos, com monitoramento integral durante a execução. A tecnologia garantiu precisão técnica e reduziu impactos como ruído e vibração
no entorno do canteiro, informou a empresa.

Com isso, o prazo previsto para a fundação foi reduzido de 120 para 70 dias úteis, uma queda de 58% no cronograma da etapa.

Os números da etapa

A fase de estaqueamento consumiu mais de 12 mil m3 de concreto, volume equivalente a cerca de 1.500 caminhões-betoneira, além de aproximadamente 1,8 mil toneladas de aço. Somados, os materiais usados na fundação seriam suficientes para erguer dois edifícios de 50 andares.

Só o bloco central, com 1.660 m2 de área, recebeu 7.740 m3 de concreto. A escavação removeu 15.600 m3 de terra, e a primeira fase mobilizou mais de 300 profissionais e até oito grandes máquinas atuando simultaneamente.

Controle térmico rigoroso

A concretagem do bloco central exigiu controle rigoroso de temperatura, já que o concreto precisa se manter abaixo de 27°C durante a aplicação para preservar o desempenho estrutural. A operação trabalhou com média de 24C e usou mais de 1.600 toneladas de gelo na mistura.

"Construir um empreendimento dessa magnitude significa mobilizar uma operação em uma escala raramente vista na engenharia mundial. Mais do que sustentar a torre, essa fundação representa a base de um projeto concebido
para colocar a engenharia e o mercado imobiliário brasileiros entre as maiores referências do mundo", afirma Gustavo Simas, diretor de Produção da FG Empreendimentos, no comunicado sobre a evolução da obra.

Para Stéphane Domeneghini, diretora executiva da Talls Solutions e engenheira responsável pelo projeto, a fundação exigiu anos de pesquisa e integração entre disciplinas de engenharia para estabelecer um novo patamar
de precisão e segurança no país.

Um dos maiores empreendimentos residenciais do mundo

Com investimento estimado em mais de R$ 3 bilhões e VGV de R$ 8,5 bilhões, o Senna Tower terá 228 unidades residenciais, entre mansões suspensas, apartamentos de até 400 m2, coberturas duplex e megacoberturas triplex.
As maiores unidades chegam a 903 m2 e são avaliadas em mais de R$ 400 milhões.

O projeto completo prevê 145 mil m2 de área construída, 130 mil m3 de concreto e 28 mil toneladas de aço ao final da obra. A torre, que já figura entre os maiores empreendimentos residenciais em construção no mundo, deve
superar os 500 metros de altura quando concluída.

Fonte: Exame
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