Em greve desde o último dia 27 de maio, os servidores da Educação decidiram em assembleia geral realizada na tarde desta sexta-feira (12) na escola estadual Presidente Médici, em Cuiabá, manter a paralisação por tempo indeterminado. Eles cobram o cumprimento da lei da dobra do poder de compra que dá direito a 7,69% a mais anualmente na remuneração durante 10 anos, bem como a Revisão Geral Anual (RGA), além do pagamento dos salários que foram descontados durante a paralisação.
No início da tarde desta sexta-feira, o governador Mauro Mendes (DEM) informou que não irá atender a proposta da Assembleia Legislativa para que concedesse o reajuste à categoria de forma escalonada, sendo 2,6% na folha salarial de agosto, 2,6% em novembro e 2,4% na folha de fevereiro do próximo ano.
Já na última segunda-feira (8), em audiência de conciliação com o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) no Tribunal de Justiça (TJMT), o Governo se comprometeu a pagar os pontos cortados em duas parcelas, desde que os professores voltassem ao trabalho na próxima segunda-feira (15). Sem acordo, os grevistas decidiram manter a paralisação por tempo indeterminado.


