Depois de dois dias de ocupação, os servidores públicos estaduais decidiram deixar o plenário e as galerias da Assembleia Legislativa. A desocupação terminou por volta da meia noite, quando uma tropa da Polícia Militar, com alguns funcionários da casa iniciaram uma vistoria para analisar se nada havia sido depredado.
A decisão de deixar o local foi longa, demorada e só aconteceu depois que servidores e integrantes do Fórum Sindical concluíram que saindo da dependências do parlamento haveria a possibilidade de se pressionar ainda mais os deputados a votarem contra alguns projetos do governo, como a RGA, que concede aumento salarial ao funcionalismo público.
Apesar da ocupação do plenário, os deputados se reuniram na manhã desta quarta-feira na sala da Presidência do Legislativo e em primeira votação aprovaram a reforma administrativa, previdência e Lei de Responsabilidade Fiscal. Todas atingem os servidores.
Naquele espaço, por 13 votos a 8, os projetos que tratam da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) estadual, de alterações na Previdência dos servidores públicos do Executivo e da reforma administrativa, que prevê a extinção de empresas estatais, redução de secretarias e de cargos.
Já o projeto que trata do MT Prev cria um conselho que praticamente "extingue" a participação dos servidores públicos. A tendência é que em seguida seja enviado um projeto para alterar a alíquota da Previdência.
Entre os deputados que votaram contras as medidas impostas pelo governador Mauro Mendes (DEM), estão Allan Kardec (PDT), Valdir Barranco (PT), Janaina Riva (MDB), Leonardo Albuquerque (SD), Max Russi (PSB), Wancley Carvalho (PV), Wilson Santos e Saturnino Masson (ambos PSDB). Com o plenário liberado, os parlamentares já devem se reunir no local nesta quinta-feira.
Devem ser analisados o decreto de calamidade financeira do governador. Também será debatido o substitutivo integral que taxa o agronegócio e que projeta garantir R$ 1,5 bilhão aos cofres do Estado neste ano.


