Lideranças sindicais se reuniram nesta terca-feira (14) para discutir a proposta de Revisao Geral Anual (RGA) de 2025. O principal objetivo do grupo e garantir uma audiencia com o governador Mauro Mendes (Uniao) antes que o projeto de lei seja votado pela Assembleia Legislativa na proxima semana.
Durante a reunião, representantes das categorias cobraram a abertura de um diálogo com o governo, defendendo que as decisões sobre o reajuste salarial sejam tomadas de forma transparente e participativa.
"Que o governo precisa sentar conosco e negociar. Se ele já deu o índice do IPCA a 4,83%, muito que bem, mas é preciso pensar
nos passivos anteriores referentes ao RGA, que para nós é considerado um calote. Mas o que nós estamos reivindicando, antes
de qualquer outro índice, é que a gente seja ouvido", destacou a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de
Mato Grosso (FESSP-MT), Carmen Machado.
"Nós reconhecemos de pronto a questão do Estado estar superavitário, de várias obras estruturantes sendo realizadas. Nós
temos esse conhecimento e reconhecemos. Entretanto, também é preciso reconhecer que isso não foi feito apenas pela gestão
Mauro Mendes, muito pelo contrário, foi feito por trabalhadores que compõem esse processo de serviços do poder executivo",
acrescentou.
A expectativa dos sindicatos é sensibilizar o governador a conceder um reajuste que vá além da reposição inflacionária e
reconheça o esforço dos servidores ao longo dos últimos anos.
O projeto de lei que estabelece o reajuste com base no IPCA foi enviado à Assembleia Legislativa. O índice anunciado, de 4,83%,
corresponde à inflação acumulada no ano de 2024, com impacto previsto de R$ 849 milhões na folha anual do estado.
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Entretanto, as categorias pressionam por um reajuste mais amplo, que também compense perdas inflacionárias acumuladas
entre 2018 e 2021.


