O caos no processo de atribuição de profissionais da educação da rede estadual de Mato Grosso foi registrado em 100% dos relatos feitos no Conselho de Representantes do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), domingo (19/02).
Os profissionais das regiões Norte, Sul, Leste, Oeste e Médio Norte do estado pontuaram falta de professores e funcionários nas unidades que deixa sem aulas estudantes das escolas urbanas, do campo e indígenas. Nas redes municipais o desafio da categoria é fazer o enfrentamento ao calote das prefeituras ao pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional (Lei 11.738/2008), que está arrochando os salários e aprofundando a desvalorização profissional.
O Conselho de Representantes do Sintep-MT realizado durante dois dias de debates (18 e 19/02) reuniu de forma presencial e virtual delegados, eleitos nas subsedes do sindicato, e dirigentes, para debater alternativas aos desafios de manter e avançar nos direitos. O cenário estadual aponta para um desmonte das conquistas como: piso salarial, carreira unificada e jornada de trabalho. Os participantes dialogaram e definiram formas de enfrentamento.
Segundo evidenciado, as manobras da política educacional na rede estadual repercutem como modelo em vários municípios, que, apesar do incremento de receitas do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), descumprem a política de valorização profissional, com o não pagamento do Piso Salarial, além de desrespeitarem a carreira unificada nas unidades escolares.
Para os sindicalistas, os dois anos de pandemia trouxeram sequelas também para a atuação do sindicato. Um período em que os governos de perfil antidemocrático e privatista se aproveitaram da insegurança vivida com a crise sanitária para atacar os direitos dos trabalhadores, de todas as formas. Diante dessa realidade, o Sintep-MT fortalece a luta com a campanha de filiação e agenda de formação nos municípios.
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“Em se tratando de Mato Grosso, o governo Mauro Mendes insiste no desmonte da educação pública, no perfil antidemocrático nas relações com a sociedade e apresenta projetos maquiados por argumentos falaciosos sobre conquistas, quer sejam salariais ou de melhorias para a educação pública. Não vamos cruzar os braços e ver a Educação Pública aniquilada com trabalhadores assumindo sobrecarga de trabalho enquanto o governo reduz salários, num processo de descaso com a carreira”, concluiu o presidente do Sintep-MT, Valdeir Pereira.
Escrito por: Roseli Riechelmann l Sintep-MT


