Quinta-feira, 8 de outubro de 2026

"Sucessivas condutas letais": MP denuncia motorista de BMW que matou entregador no centro de Cuiabá

Insistência para produzir o resultado morte: o Ministério Público denunciou Hercílio Junio Freitas Cordeiro, 22 anos, pelo atropelamento que ceifou a vida de Paulo Messias Simão Costa, de 23, na madrugada de 30 de agosto na Avenida Isaac Póvoas, centro da capital.A promotora de…

"Sucessivas condutas letais": MP denuncia motorista de BMW que matou entregador no centro de Cuiabá
Rep. Olhar Direto

Insistência para produzir o resultado morte: o Ministério Público denunciou Hercílio Junio Freitas Cordeiro, 22 anos, pelo atropelamento que ceifou a vida de Paulo Messias Simão Costa, de 23, na madrugada de 30 de agosto na Avenida Isaac Póvoas, centro da capital.

A promotora de Justiça Élide Mazini de Campos o acusou pelos crimes de homicídio qualificado, homicídio qualificado tentado, já que ele atropelou outra vítima momentos antes de matar Paulo, omissão de socorro, fuga do local do acidente, embriaguez ao volante e direção sem habilitação.

Paulo foi atingido pela BMW de Hercílio enquanto voltava do trabalho. Antes de atingir Paulo, o motorista havia se envolvido em outra colisão e atingido um segundo motociclista, que sobreviveu por circunstâncias alheias à sua vontade, uma vez que este impacto não atingiu regiões letais.

Segundo as investigações, a BMW trafegava a cerca de 165 km/h no momento da colisão, sendo que o limite de velocidade no trecho é de 50 km/h. Com o impacto, Paulo foi arremessado por aproximadamente dez metros e morreu ainda no local e a motocicleta dele, presa na BMW, por cerca de 30 metros.

Hercílio estava na boate Garden momentos antes das colisões. Nas gravações, ele aparece consumindo bebida alcoólica e se envolvendo em uma discussão com a esposa. Segundo informações divulgadas pela polícia à época, ele quebrou um como e foi expulso do estabelecimento antes de deixar o local dirigindo a BMW. Naquele momento, ele foi expressamente advertido pela esposa de que, nessas condições, colocava concretamente em risco a vida e a integridade física de terceiros já que estaria embriagado e não portava habilitação.

Ainda assim, pegou a chave do carro e decidiu conduzi-lo, deixando o estacionamento de forma abrupta, "cantando pneu", em visível estado de ira, e submetendo os demais usuários da via pública às consequências potencialmente letais de sua conduta.

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