Os quatro presidiários suspeitos de terem assassinado o detento Paulo Cesar dos Santos, conhecido como “Petróleo”, na Penitenciária Central do Estado (PCE) foram submetidos ao exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), de Cuiabá.
A medida, segundo a Polícia Civil, aconteceu para verificar se algum dos suspeitos possui alguma lesão no corpo decorrente da luta corporal que tiveram com Petróleo, um dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho (CVMT).
De acordo com o delegado responsável pela liberação do corpo do detento, Guilherme Fachinelli, o cadáver de Paulo César foi encontrado no banheiro de uma das celas e apresentava várias lesões nos braços, pernas e cabeça.
Foram submetidos ao exame o detento, Luciano Mariano da Silva, o “Marreta”, Baltazar Luz de Santana ou Baltazar Leandro Pereira Neto, Pedro Paulo Ferreira Pinheiro e Sidney Bittencurt, conhecido por “Fuzil”.
Eles, de acordo com a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), são suspeitos de terem matado Paulo Cesar, pois dividiam a cela com a vítima no Raio 5 da unidade penitenciária.

Os exames de corpo de delito serão realizados no Instituto Médico Legal (IML)
O HNT / HiperNotícias tentou entrar em contato com a assessoria de imprensa do IML, mas até a publicação da matéria o laudo do corpo de delito dos presidiários não havia sido divulgado pelo órgão. Além disso, o resultado do exame de necropsia também não foi revelado.
Apesar de o corpo ter sido liberado por Fachinelli, a morte de Petróleo será investigada pela delegada Eliane Moraes. Até a publicação da matéria, a autoridade policial, nenhum dos detentos havia sido responsabilizado pela morte do detento.
Operação Assepsia
Petróleo foi preso em junho deste ano durante a Operação Assepsia, deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), no dia 18 de junho deste ano.
Ele foi detido por participação em um esquema de entrada de aparelhos celulares dentro da unidade prisional. Além dele, foram presos o detento Luciano Mariano da Silva, conhecido como “Marreta”, o então diretor, Revétrio Francisco da Costa, o subdiretor, Reginaldo Alves dos Santos e os policiais militares: Cleber de Souza Ferreira, Ricardo de Souza Carvalhaes de Oliveira e Denizel Moreira dos Santos Júnior
Todos estes respondem o processo em liberdade, exceto Marreta, que continua preso na PCE, e o tenente Cleber, que está detido por outra ação judicial.
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