Ex-secretário de Estado de Meio Ambiente, Carlos Fávaro (PSD) é acusado de destinar recursos do Fundo de Apoio à Madeira (Famad) para a realização de uma confraternização de fim de ano com servidores da Pasta. A denúncia foi recebida pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), que abriu processo de tomada de contas nesta quarta-feira (11) para investigar o caso.
Segundo a denúncia, a festa supostamente bancada com dinheiro do fundo ocorreu no dia 16 de dezembro de 2016. No local, havia nomes, símbolos e imagens que poderiam configurar promoção pessoal de Fávaro, à época, também vicegovernador. Segundo o Ministério Público de Contas (MPC), os pagamentos foram autorizados por Fávaro.
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O promotor Gustavo Coelho Deschamps, autor do pedido de conversão da investigação em processo, também pediu que o pessedista fosse citado para responder a ação de julgamento de contas.
Relator do caso, o conselheiro interino Luiz Carlos Pereira, entendeu que o episódio pode configurar promoção pessoal com recursos públicos, situação esta que obrigaria Fávaro a devolver o dinheiro retirado do Famad, em caso de condenação.
Com a decisão de iniciar um processo de tomada de contas, será feito cálculo do montante retirado dos cofres públicos para bancar a confraternização.
Atualmente, Fávaro é pré-candidato ao Senado na chapa que tem o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (DEM), como nome ao governo. Eleito vice em 2014, Fávaro foi nomeado secretário pelo governador Pedro Taques (PSDB) em abril de 2016 e ficou no cargo até o dia 19 de dezembro de 2017.
Até então, o vice-governador dizia que se desligava da Secretaria de Meio Ambiente para cumprir ‘suas funções de vice’. Entretanto, em março de 2018, anunciou o rompimento com o governador e renunciou. A partir dali, o empresário do setor do agronegócio se lançaria para o Senado pelo PSD.


