Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Técnicos de enfermagem são presos por matar pacientes com injeção que simula parada cardíaca

Polícia Civil deflagra

Técnicos de enfermagem são presos por matar pacientes com injeção que simula parada cardíaca
Foto: Arquivo Colíder News
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) cumpre mandados de prisão nesta segunda-feira (19) contra técnicos de enfermagem investigados por provocar a morte de pacientes no Hospital Anchieta, em Taguatinga.

As prisões, efetuadas entre os dias 12 e 15 de janeiro, fazem parte da Operação Anúbis, conduzida pela Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (CHPP). Os crimes teriam ocorrido entre os meses de novembro e dezembro de 2025.

De acordo com o inquérito policial, os suspeitos utilizavam uma substância aplicada diretamente na via intravenosa das vítimas. O composto químico possui alta letalidade e, quando administrado fora dos protocolos médicos, causa parada cardíaca em poucos minutos.

A investigação destaca que a substância é de difícil detecção em exames iniciais, o que possibilitava mascarar os homicídios como mortes naturais ou complicações clínicas decorrentes do estado de saúde dos pacientes.

As vítimas são:

- uma professora aposentada de 75 anos, de Taguatinga;

- um servidor público de 63 anos, do Riacho Fundo I;

- um servidor público de 33 anos, de Brazlândia.

Investigação interna e denúncia

O caso chegou ao conhecimento das autoridades por iniciativa do próprio Hospital Anchieta. Após identificar padrões incomuns em três óbitos ocorridos em sua Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a instituição instaurou um comitê interno de análise.

Em menos de 20 dias, a apuração privada reuniu evidências de autoria envolvendo os técnicos de enfermagem, que foram imediatamente desligados e denunciados à PCDF.

A Polícia Civil agora analisa os materiais apreendidos para verificar se houve planejamento prévio e se o método foi repetido em outros casos ainda não identificados.

O objetivo é esclarecer se as mortes foram isoladas ou se seguiam um padrão de atuação deliberado dentro da unidade. O hospital informou que colabora de forma irrestrita com a investigação e que já prestou esclarecimentos às famílias das vítimas.

O processo corre sob segredo de Justiça para preservar a análise de dados e a identificação das partes.
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