Uma investigação da Polícia Civil revelou que Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como WT, tesoureiro da facção Comando Vermelho (CV), conseguiu abrir e movimentar uma conta bancária de dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.
Mesmo preso desde março deste ano, na Operação Apito Final, ele continuou exercendo sua liderança criminosa com o auxílio de um celular fornecido dentro da prisão.
A conta foi aberta em 28 de julho, quatro meses após sua prisão, e associada a um time de futebol criado por ele, o "Amigos do WT", que também foi registrado como empresa no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica.
A investigação revelou que WT utilizou um celular para validar a conta bancária de um banco digital, realizando transações enquanto estava confinado.
A imagem usada para validar a conta mostra claramente o ambiente da cela, o que evidenciou a fragilidade dos sistemas de segurança que permitiram a continuidade de suas atividades ilícitas dentro do presídio.
As autoridades também descobriram que o time, criado para promover a imagem de WT e da facção criminosa, estava registrado como uma empresa de eventos esportivos, com um faturamento mensal de R$ 17,5 mil.
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A Polícia Civil, por meio das Operações Apito Final e Fair Play, obteve evidências robustas sobre o papel de liderança de Paulo Witer no CV e sua gestão financeira da organização criminosa, mesmo em confinamento.


