O carpinteiro José Marcos da Silva Lima, de 29 anos, pediu transferência para um presídio de Cuiabá durante conversa com o delegado José Getúlio Daniel. José Marcos da Silva Lima alegou de sentir ameaçado na cadeia de Peixoto de Azevedo (700 km de Cuiabá).
O carpinteiro foi preso na quarta-feira (20) pela morte da própria sobrinha Yara Metiello, de nove anos de idade. Em depoimento à polícia, ele confessou o crime. Durante audiência de custódia, o juiz da Vara Única de Itaúba, Edson Carlos Wrubel Junior, decretou a prisão preventiva do acusado.
Yara Salvador Metiello foi morta com um golpe de enxada na cabeça na madrugada de quarta. José afirmou à polícia que por volta de 21h de terça-feira, ele foi até a cidade de Terra Nova do Norte buscar pasta-base de cocaína. Depois, o carpinteiro alegou que só se recorda de ter acordado 3h com a sobrinha deitada ao seu lado, já morta. Ele carregou a criança nos braços até um matagal para enterrar o corpo.
Enquanto preparava a cova, José alegou ter visto a menina mexer a mão e desferiu o golpe de enxada para terminar de matar a menina. O corpo foi encontrado na cova rasa às margens do rio Bastião. Segundo as investigações da Polícia Civil, antes de matar a criança, o carpinteiro estuprou a menina.
No pedido de prisão preventiva, o delegado José Getúlio Daniel se referiu ao crime como "nojento, hediondo e repugnante".
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A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) esclareceu que ainda não recebeu solicitação de transferência do preso.


