Foram condenados, na última quarta-feira (14), os torturadores do mêcanico João Paulo. Gustavo Henrique Nilson Albues e Jhony Marlon Camargo de Souza eram réus pela prática de tortura e roubo circunstanciado. Eles foram condenados a 7 anos e 8 meses de reclusão, entretanto, a juíza Anna Paula Gomes de Freitas, da 2ª Vara Criminal de Tangará da Serra, deu a eles o direito de recorrer em liberdade.
O crime aconteceu em dezembro de 2020, no município de Tangará da Serra (244 km de Cuiabá) e foi motivado por uma dívida em dinheiro. Na ocasião os investigados foram até oficina onde a vítima trabalhava para cobrar o débito, por meio de violência física, verbal e tortura.
As autoridades tomaram conhecimento do crime dois dias depois após a divulgação de vídeo gravado por um dos investigados. Gustavo aparece na gravação agredindo a vítima e Jhony foi o autor da filmagem.
No dia 7 de dezembro a polícia representou pela decretação da prisão preventiva dos réus pelo crime de tortura, sendo deferida pela magistrada na mesma data. Com isso, os mandados de prisão foram cumpridos no dia 8 de dezembro.
A juíza constatou a materialidade das infrações penais com base no boletim de ocorrência, relatório de investigação, termos de declarações prestados pela vítima, exame de corpo de delito, filmagem feita por um dos réus e juntada aos autos, termos de declarações de testemunhas, bem como, pelos depoimentos colhidos durante a instrução processual.
Além dos 7 anos e 8 meses de reclusão, os réus foram condenados a 28 dias-multa. A pena inicial deverá ser cumprida em regime semiaberto. Em consequência ao direito de recorrer em liberdade, a juíza determinou a expedição de alvará de soltura em favor dos réus. Eles só deverão continuar presos se houverem outros motivos para a reclusão.
"Achei que ia morrer"
Em entrevista à TV Cidade Verde, o mecânico João Paulo relatou que sentiu medo de morrer durante as agressões. “Em nenhum momento eu neguei a conta. Estava sem recurso para pagá-lo. Eu achei uma covardia muito grande o que ele fez comigo. Naquele momento, eu achei que ia morrer”, relatou.
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“Minha vida só foi trabalhar. Eu nunca fui criminoso. Minha vida foi só trabalhar. Eu não tenho rancor. Eu acho que a justiça já foi feita. Eu coloco nas mãos de Deus. Ele (Deus) decide o que faz. Por mim, eles (os agressores) estão perdoados”, completou o mecânico.
No vídeo da agressão, Gustavo desfere socos, tapas e chegou a quebrar uma garrafa de vidro na cabeça do mecânico.
(Com Assessoria)



