Entretanto, a história do hidrogênio na Hilux não é nova. A montadora divulgou o primeiro protótipo da Hilux H2 em 2022, com o propulsor do sedã Mirai. Logo depois, estruturou dez unidades no Reino Unido para testes rigorosos.
Esse lote piloto portava três tanques instalados no chassi, bateria sob a caçamba e alcance de 600 km, movido por um motor elétrico traseiro de 182 cv com 30,6 kgfm de torque. Atualmente, a marca divulgou o primeiro teaser da versão final, propondo uma assinatura luminosa única com luzes DRL divididas.

Mais autonomia e força, diferente da versão 100% elétrica
Apesar que os dados técnicos finais sigam em segredo, os números prévios já revelam a vantagem do hidrogênio sobre o modelo movido a bateria. A engenharia planeja um alcance considerado de 400 km no ciclo WLTP, com capacidade de reboque de 2.500 kg.
Por outro lado, a Hilux BEV entrega 257 km e tem capacidade entre 1.600 kg e 2.000 kg. Essa diferença comprova a tese da Toyota que baterias pesadas limitam veículos comerciais focados em trabalho pesado. Além da alta
performance, a tecnologia FCEV garante uma carta na manga nas bombas: encher os tanques leva apenas cinco minutos.
Porém, a picape enfrentará alguns desafios antes de emplacar. O Observatório Europeu de Hidrogênio indica a existência de apenas 179 postos operacionais na Europa e no Reino Unido, o que dificultará a comercialização de frotas corporativas com estrutura própria. Além disso, o alto custo da tecnologia deve estabelecer um preço superior das variantes a combustão e elétricas.
Meta desafiadora, aliança com a Stellantis e diesel limpo
A aprovação da
picape incluiu a apresentação da divisão de veículos comerciais leves (VCL) da montadora no Salão de Hannover (IAA Transportation). A Toyota está em grande expansão no segmento na Europa, duplicando seu volume em cinco anos e visando atingir 200 mil vendas anuais até 2030.
Para concretizar essa meta, a empresa firma-se também em parceria com a Stellantis, que oferece a linha de vans Proace. Essa cooperação assegura opções 100% elétricas em todo o portfólio, fazendo que os modelos de emissão zero simbolizem 22% das vendas da marca.
Mesmo agilizando a eletrificação e o hidrogênio, a Toyota argumenta que uma única solução não é aplicável a todos os cenários. Assim, a montadora conserva os motores a diesel na gama, mas permitiu a compatibilidade de mecânicas com combustíveis renováveis, como o óleo vegetal tratado com hidrogênio (HVO), que garante a redução imediata de carbono na frota.


