Jéssica Alves, a ex-Ken Humano, quer realizar um sonho quase impossível: ser mãe de forma ‘natural’. A canção já dizia: “o sonho sempre vem para quem sonhar”, e para realizar este ela está disposta a realizar um implante de útero.
A influenciadora e personalidade da mídia quer, se conseguir, se tornar a primeira mulher trans a implantar um útero no mundo. Ela já estaria com o procedimento marcado, mesmo antes de fazer exames e ter o útero para ser implantado, segundo publicou o jornal britânico “Daily Mail”. Ela se tonrou conhecida em todo mundo quando ainda era Rodrigo Alves, um rapaz obcecado por cirurgias plásticas.
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Existe, de forma experimental na medicina, a cirurgia de transplante de útero, ou seja, a substituição de um útero não funcional por um em plenas condições. A técnica já foi empregada para mulheres estéreis. Os estudos acontecem nos Estados Unidos e Suécia.
Jéssica relatou ao jornal que gostaria de fazer um “transplante”, mas isso não é possível porque uma cirurgia de transplante pressupõe que a pessoa já tem um órgão que não está bom, e ela não tem um útero não funcional. Ela também desejaria “engravidar de maneira natural, com sexo”, o que é impossível de todas as formas.
Uma mulher com um útero transplantado não engravida naturalmente, já que o órgão não é ligado às trompas de falópio e ovários, o que impede que o um óvulo fecundado chegue ao órgão, mas um embrião pode se desenvolver após uma fertilização in vitro.
Alves revelou que pretende, se conseguir, pagar cerca de £$ 30 mil, cerca de R$ 221 mil, pela operação. “Há alguns médicos muito bons que, com sorte, poderiam fazer isso. A cirurgia é factível, da mesma forma que a cirurgia é feita em uma mulher biológica. Para uma mulher transgênero, é exatamente a mesma coisa”, relatou ao jornal.
Entenda a técnica
Ainda segundo uma pesquisa do jornal, em 1931 a artista dinamarquesa Lili Elbe, foi uma das primeiras mulheres trans receptoras conhecidas no mundo e chegou a fazer uma cirurgia de implante de útero. Ela foi operada aos 48 anos, na Alemanha, e seu resultado não foi tão boa.
Ela desenvolveu uma severa infecção pós-operatória e morreu três meses depois por conta de uma parada cardíaca, sem engravidar. Mas com a evolução da medicina, os procedimentos evoluíram e, em tese, é possível uma mulher trans não ter rejeição a um útero implantado.
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Ela também seria capaz de dar à luz em uma cirurgia cesariana, já que a pelves biológica do homem não é capaz de se dilatar para um parto normal. As mulheres que tiveram úteros transplantados e conseguiram gerar um filho nos Estados Unidos, tiveram os órgãos retirados junto com a criança durante o parto.


