O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para o dia 23 de agosto o julgamento de recurso do Ministério Público contra o deputado federal Neri Geller (PP). O processo pode resultar na cassação do parlamentar, que concorre à vaga no Senado da República em outubro deste ano.
Segundo a denúncia do MP, o deputado federal cometeu abuso de poder econômico durante a campanha de 2018. Na origem, a argumentação do Ministério Público foi afastada, mantendo a elegibilidade de Neri Geller.
A princípio, o órgão ministerial alegava que Geller teria doado cerca de R$ 1 milhão a outros candidatos, "evidenciando, em princípio, verdadeira manobra realizada com o intuito de evitar a extrapolação do limite de gastos de sua contabilidade eleitoral".
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Posteriormente, também foram identificadas transações suspeitas entre o parlamentar e seu filho, Marcelo Piccini Geller, que trariam indícios de que houve utilização de recursos ilícitos na campanha. Em 2020, o desembargador Sebastião Barbosa Farias deferiu pedido de quebra do sigilio bancário de Mercelo Geller.
Com isso, o Ministério Público recorreu da decisão que afastou a inelegibilidade e tenta, novamente, cassar o deputado pela prática de abuso de poder econômico. O julgamento do recurso acontece no próximo dia 23. Caso a denúncia seja julgada procedente, Neri Geller ficará com os direitos políticos suspeitos por oito anos.


