Autoridades do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Militar de Mato Grosso revelaram nesta quarta-feira (26) os primeiros resultados da Operação Fides Fracta. A ação mira uma organização criminosa que, segundo as investigações, era integrada por policiais militares da ativa e se dedicava a crimes de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro, movimentando mais de R$ 24 milhões.
As investigações, iniciadas em 2021 pela Corregedoria da própria PM após a identificação de enriquecimento ilícito, apontaram um esquema de empréstimos com juros exorbitantes.
“Alguns empréstimos chegavam ao absurdo de 50% ao mês, enquanto para colegas de farda eram aplicados ‘juros simbólicos’ de 15%. Era uma busca de lucro a todo custo, com todos os meios empregados para atingir os objetivos financeiros da organização,” afirmou Gonçalves, da Gaeco.
Membros e líder da organização
O líder do grupo foi identificado como Tiago Alves da Silva, que havia pedido exoneração do cargo na Polícia Militar. Sua ex-companheira, Eclesiaste Alves Silva, também está sob investigação por seu envolvimento no esquema.
Policiais Militares da Ativa sob Investigação:
Mario Sergio de Oliveira (Soldado da PM)
Pedro Antonio Norato Victor
Eloi Adriano Alfonso Moraes
Nilson Moraes de Aguiar
Oberdann Vinícius de Morais
Jonny Zielasko Junior
e so contador, Victor Hugo Lucas Silva
Outros alvos e bloqueio de bens
Além dos policiais, outros indivíduos e empresas são investigados por integrar a organização criminosa.
Por determinação judicial, foi expedido um mandado de bloqueio de bens na ordem de R$ 1 milhão para um total de 23 alvos, incluindo pessoas físicas e jurídicas. Entre as empresas com bens bloqueados estão a Money Empresa Simples de Crédito LTDA e a TS Soluções Cred Empresa Simples de Crédito LTDA, indicando que o esquema utilizava fachadas de empresas de crédito para operar a agiotagem e a lavagem de dinheiro.


