Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Veja quem são o vereador e o servidor afastados por fraude de R$ 4,2 milhões

No âmbito da Operação Cenário Montado, que investiga um esquema de fraudes em licitações públicas que teria causado prejuízo de aproximadamente R$ 4,2 milhões aos cofres públicos.

Veja quem são o vereador e o servidor afastados por fraude de R$ 4,2 milhões
Foto: Arquivo Colíder News
A Polícia Civil afastou cautelarmente das funções públicas, na manhã desta sexta-feira (26), o vereador de Pontal do Araguaia Rauflis de Oliveira Mello (PSD) e o servidor público Alessandro dos Santos, de Barra do Garças, no âmbito da Operação Cenário Montado, que investiga um esquema de fraudes em licitações públicas que teria causado prejuízo de aproximadamente R$ 4,2 milhões aos cofres públicos.

As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Criminal de Barra do Garças, com base em investigações conduzidas pela 1ª Delegacia de Polícia do município, que apontaram que ambos exerciam papéis estratégicos na execução e manutenção do esquema criminoso.

Segundo a Polícia Civil, Rauflis Mello, além de vereador, atuou como ex-secretário municipal em duas pastas da Prefeitura de Pontal do Araguaia, período em que, conforme a apuração, teria colaborado diretamente para a manipulação de processos licitatórios. Já Alessandro dos Santos, servidor da área de licitações da Prefeitura de Barra do Garças, teria sido responsável por operacionalizar os procedimentos administrativos irregulares.

As investigações revelaram a atuação de uma associação criminosa estruturada, voltada ao desvio de recursos públicos por meio de manipulação de orçamentos, superfaturamento e simulação de concorrência em licitações, especialmente com o uso de empresas de fachada.

Os crimes investigados incluem falsidade ideológica, associação criminosa, lavagem de dinheiro e crimes previstos na Lei de Licitações. Mesmo após o início das operações policiais, o grupo teria continuado atuando com a criação de novas empresas em nome de familiares, com o objetivo de driblar suspensões judiciais anteriores.

Além do afastamento das funções públicas, a Justiça determinou a proibição de acesso dos investigados a prédios da administração municipal, sistemas internos de gestão e processos administrativos, bem como a vedação de contato com outros envolvidos nos fatos apurados.

A Operação Cenário Montado é presidida pelo delegado Adriano Marcos Alencar, com apoio dos delegados Pablo Borges Rigo e Raphael Diniz, sob coordenação do delegado regional Wilyney Santana Borges, e é um desdobramento das fases I e II da operação, deflagradas nos meses de março e maio deste ano.

O nome da operação faz referência ao caráter forjado das licitações, nas quais empresas simulavam concorrência para dar aparência de legalidade aos processos.
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