Vídeos gravados por testemunhas mostram a dançarina Thayane Moura, de 27 anos, agredindo e tentando sacar a arma de fogo do policial civil e empresário Walter Luís da Silva Matos, conhecido como Waltinho Produções, além de proferir ameaças contra ele na manhã da última sexta-feira (10).
Na manhã deste sábado (11) ele se apresentou à Delegacia Especializada em Defesa da Mulher e nesta tarde divulgou um comunicado oficial dando sua versão dos fatos. No texto, Walter declara que compareceu espontaneamente à delegacia, em Cuiabá, para prestar depoimento, e que isso “desmente categoricamente as alegações de que eu estaria foragido ou me furtando à responsabilidade”.
Ele enfatiza que não existe mandado de prisão contra si e que tem colaborado integralmente com as investigações. O policial também afirma que já havia sido agredido anteriormente por Thayane, citando o um boletim de ocorrência deste ano e anexou à nota um vídeo que, segundo ele, comprova que foi atacado pela ex.
“As imagens demonstram, de forma inequívoca, que além de me agredir, a senhora Thayane Moura tentou ativamente sacar a arma de fogo de uso legal e regulamentar, enquanto proferia ameaças diretas de morte”, diz o comunicado.
Nas imagens, ele aparece em postura de rendição, tentando se desvencilhar apenas quando Thayane teria tentado pegar a arma. “Apenas agi para garantir a integridade física não só minha e dela, como de todos que ali estavam, evitando que a arma fosse usada em um crime de potencial letalidade”, afirmou.
O policial civil destacou ainda que testemunhas — funcionários de uma empresa próxima ao local do ocorrido — confirmaram sua versão dos fatos e gravaram o vídeo mencionado. Ele afirmou que a divulgação do material tem o único objetivo de comprovar sua inocência.
“Jamais pensei em expor a intimidade ou a imagem da senhora Thayane Moura, mas diante da gravidade das acusações públicas e do dano irreparável à minha reputação, não restou alternativa senão apresentar o material comprobatório”, escreveu.
Por fim, Walter repudiou o que chamou de “manchetes precipitadas e inverídicas” sobre um suposto mandado de prisão e disse que sua defesa tomará medidas judiciais contra a divulgação de informações falsas e caluniosas.
“Reitero meu compromisso com a Justiça, permanecendo à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais, porém, por ora, reservando-me o direito de me manifestar detalhadamente apenas nos autos do inquérito”, concluiu.


