Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Vítimas de chacina em garimpo ilegal no interior de MT são identificadas pela Polícia Civil

Quatro pessoas foram executadas e uma ficou ferida durante uma suposta briga por território na Terra Indígena Sararé

Vítimas de chacina em garimpo ilegal no interior de MT são identificadas pela Polícia Civil
Foto: Arquivo Colíder News

Outras três vítimas da chacina que aconteceu em um garimpo ilegal, nesta terça-feira (24), foram identificadas pela Polícia Civil. Quatro pessoas foram executadas e uma ficou ferida durante uma suposta briga por território na Terra Indígena Sararé, em Pontes e Lacerda (451 km de Cuiabá).


Dentre elas, já haviam sido identificados Fábio Tavares Siriano, de 33 anos, que sobreviveu ao atentado, e sua esposa, Flávia Melo Miranda Soares, de 20, que morreu a caminho do hospital. O casal foi “abandonado” na porta do Hospital Vale do Guaporé.

Nesta quinta-feira (25), a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu a identificação das outras três vítimas encontradas na área de garimpo. São elas: José Roberto Ribeiro da Silva, de 19 anos, Cleuber da Silva, de 17, e David Henrique França Lima, de 16.

A Gerência Regional da Politec procura pelos familiares de José Roberto. Filho de Claudenora Ribeiro da Silva, o rapaz é natural de Santa Inês, no Maranhão. O comparecimento de familiares é necessário para os procedimentos de reconhecimento e liberação do cadáver.

O caso

A descoberta da chacina aconteceu logo após a equipe do Hospital acionar a Polícia Militar, com a informação de que Fábio e Flávia tinham sido “abandonados” no local, feridos por disparos de arma de fogo. Após ser reportada pela PM sobre o crime, a Polícia Civil enviou equipes de investigação ao Garimpo do Sararé, onde localizaram os corpos de José Roberto, Cleuber e David.

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Conforme o delegado de Polícia Civil João Paulo Berté, a motivação da chacina teria sido uma disputa de território dentro da terra indígena para a garimpagem de ouro. Uma das linhas de investigação é a de que os executores do crime tenham ligações com uma facção criminosa em atividade na região.

O caso segue sob investigação.

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