Geralmente, o café é associado a cor preta ou marrom, tanto pela tonalidade dos grãos torrados e do pó, quanto pela bebida em si. Entretanto, pode se encontrar em algumas cafeterias o chamado café branco.
Ele é feito a partir de grãos comuns do cafeeiro, podendo ser tanto Arábica quanto Robusta, levemente torrados, resultando em um tom mais esbranquiçado. Uma torra clara comum, normalmente, acontece entre 180°C a 240°C, já para o café branco, ela ocorre à 160°C.
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Apesar de muitos tratarem a receita como novidade, ela possui uma história centenária, especialmente, no Iêmen, onde o café branco é uma herança cultural. A bebida é feita de maneira tradicional. A grande diferença está na presença de especiarias, com uma mistura chamada “hawaij”, feita de gengibre, cravo e canela, e algumas variações contêm anis-estrelado ou erva-doce. Essa combinação é considerada algo muito pessoal, com grupos diferentes possuindo receitas distintas, sendo difícil encontrar duas iguais.
A Malásia também possui sua versão do café branco. Lá, os grãos são levemente torrados na margarina de óleo de palma e a bebida é servida com leite condensado.
Falando de paladar, esse tipo de café tem o seu sabor único com toques de nozes e com pouco amargor. O nível de acidez é muito baixo, e como não foi muito torrado, muitas das notas não aparecem. Mas, há vestígios de notas frutadas e um pouco de sabor a feno. É comum se adicionar também leite de amêndoas.
O café branco possui as mesmas propriedades do café “normal”. Não há indícios de que a bebida seja mais ou menos saudável. Algumas substâncias podem estar mais presentes, como a cafeína e o ácido clorogênico, devido à torra leve.


