A mudança, que já começou a aparecer em versões beta do aplicativo, gerou questionamentos entre usuários, especialmente sobre desempenho, consumo de memória e experiência de uso.
Segundo especialistas, a Meta decidiu migrar para um modelo baseado em navegador por três motivos principais:
Redução de custos de desenvolvimento e manutenção:
O uso do Edge WebView2, tecnologia da Microsoft baseada no Chromium, permite que a Meta unifique a base de código do WhatsApp para desktop, diminuindo a necessidade de versões específicas para cada sistema operacional.
Uniformização da experiência entre plataformas:
Com o web app, os usuários poderão acessar de forma mais rápida novos recursos como Canais, Status e Comunidades, que geralmente chegam primeiro ao WhatsApp Web antes de serem adaptados para os apps nativos.
Agilidade em atualizações:
Ao focar no desenvolvimento do WhatsApp Web, a Meta pode liberar novidades simultaneamente para todos os dispositivos, sem precisar adaptar funções individualmente para Windows e macOS.
O que muda para o usuário?
Embora a mudança possa trazer vantagens em recursos, ela também gera desafios técnicos e de performance:
Maior consumo de memória RAM:
Testes feitos pelo Windows Latest no Gerenciador de Tarefas mostraram que o novo WhatsApp, ao usar o motor do Microsoft Edge (WebView2), consome cerca de 30% mais RAM que a versão nativa, devido à execução de processos auxiliares como gráficos, rede e armazenamento.
Interface menos integrada ao Windows:
O app atual possui elementos visuais que combinam com o sistema operacional, enquanto o web wrapper tem um aspecto mais genérico, parecido com uma aba de navegador.
Possível perda de desempenho:
Usuários podem notar lentidão em computadores com hardware mais modesto, já que o aplicativo passa a depender mais de processos do navegador.
Por outro lado, a versão baseada na web poderá oferecer acesso mais rápido a funções novas e sincronia simplificada com smartphones e tablets.
Recursos que podem chegar primeiro ao novo WhatsApp para Windows
Apesar das críticas sobre desempenho, a Meta aposta na migração como forma de liberar atualizações com mais agilidade. Entre os recursos que poderão ser priorizados estão:
Integração total com Canais e Comunidades, permitindo gerenciamento avançado direto no PC;
Melhorias no Status, com opções adicionais de edição e privacidade;
Suporte a notificações aprimoradas e atalhos personalizados, via integração com navegadores.
Fonte: Pedro Silvini l Diario do Comercio


