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Ex-secretário suspeito de driblar polícia e grampear ilegalmente ex-amante depõe em setembro

Paulo Taques foi chefe da Casa Civil na gestão do ex-governador Pedro Taques

03 Ago 2022 às 04:01
Hiper Notícias
Foto: Reprodução

O juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Jean Garcia de Freitas Bezerra, designou para as 14h do dia 21 de setemnbro uma audiência de instrução na qual o ex-secretário chefe da Casa Civil, Paulo Taques, será ouvido numa ação penal pela suspeita de participação em um esquema de grampos telefônicos ilegais montados a partir da estrutura da Polícia Militar de Mato Grosso.


Os crimes atribuídos pelo Ministério Público Estadual (MPE) são de autorizar grampo telefônico sem ordem judicial, denunciação caluniosa e falso testemunho.

O ex-chefe da Casa Civil é suspeito de induzir delegadas da Polícia Civil ao erro para abrir uma investigação contra pessoas sabidamente inocentes e ainda ter autorizado o grampo telefônico ilegal da ex-amante e da secretária dele.

De acordo com o MPE, Paulo Taques foi amante de Tatiane Sangalli entre 2009 a 2015, data em que assumiu o cargo de secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso. Antes, em 2014, Paulo Taques teria montado um 'escritório' de interceptações clandestinas durante a campanha eleitoral do primo, Pedro Taques.

A ex-amante foi interceptada pelo escritório clandestino em outubro de 2014. Tatiane perdeu o cargo de assistente de gabinete e então passou a cobrar de Paulo um novo cargo, assim que Pedro Taques foi eleito. Ela ainda teria pedido pagamento da parcela de um carro e com frequência comparecia em eventos oficiais.

Ainda conforme a denúncia, Tatiane ficou amiga de Caroline Mariano, funcionária do escritório de advocacia de Paulo Taques e, em janeiro de 2015, passou a trabalhar como secretária dele.

“O acusado, preocupado com o término de seu relacionamento, já que Tatiane estava magoada e poderia atingi-lo expondo sua intimidade e, ainda, desconfiado que Caroline vazava informações de seu gabinete para jornalistas, cujas matérias prejudicavam a imagem do governo, resolveu, então, monitorar os três”, diz trecho da denúncia.

O então secretário, sabendo que a ex-amante tinha amizade com a filha de João Arcanjo Ribeiro, conhecido por comandar o jogo do bicho em Mato Grosso, inventou uma 'história' de que a amante e a amiga teriam informações para planejar um suposto atentado contra Pedro Taques.

Aproveitando do cargo que ocupava, ele comunicou a suposta história à Secretaria de Segurança Pública e ao então secretário da pasta, Mauro Zaque. O primo do governador alegava que Pedro Taques corria risco de morte.

Paulo ainda apresentou uma lista com supostas conversas telefônicas interceptadas – fora do padrão - costumeiramente utilizado pelos órgãos de investigação oficiais – denotando que duas mulheres tramariam algo contra si e o então governador.

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 COMPARTILHAMENTO DE PROVAS

O magistrado ainda autorizou o compartilhamento de provas juntadas na ação penal com a Corregedoria da Polícia Civil para a condução de processos administrativos. Ainda foi informado que houve pedido de auxílio da Polícia Federal para desbloquear o aparelho celular do ex-secretário Paulo Taques. A Polícia Civil pede uma nova perícia no aparelho, já que não conseguiu desbloqueá-lo.

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