Ao justificar o fechamento da unidade de Gravataí, a Pirelli disse que vai reorganizar as fábricas por conta da "situação difícil do mercado, com a consequente subutilização das fábricas". Mas a empresa anunciou que investirá 120 milhões de euros (cerca de R$ 530 milhões) no país de 2019 a 2021.
Segundo o Estado de S. Paulo, até 2021, toda a produção de pneus para motos será transferida para Campinas, interior de São Paulo. Hoje, a fábrica paulista só produz pneus para automóveis.
A unidade gaúcha emprega 900 funcionários. A Pirelli informou que vai negociar as demissões com o sindicato dos trabalhadores. A fábrica de pneus para caminhões que opera nas mesmas instalações e pertence à Prometeon --que também adquiriu a filial da Pirelli de Santo André-- será mantida.
Em três anos, essa mudança vai gerar 300 vagas para Campinas, prevê a Pirelli.
"A reorganização permitirá a criação (em Campinas) de um polo industrial a serviço dos mercados latino-americanos, que se dedicará à produção de pneus de carro e motos", disse a empresa em nota.


