A Avelo Airlines implementou uma recapitalização financeira que redefine seu planejamento para 2026. A companhia anunciou a aposentadoria de seis Boeing 737-700 e a modernização técnica da frota, com foco na padronização das operações com o 737-800, ao mesmo tempo, em que se prepara para a transição para a família de aeronaves Embraer. A estratégia prioriza o fortalecimento da liquidez, em detrimento de uma expansão territorial mais agressiva, informou o Aviacionline.
Como parte desse reposicionamento, a empresa irá encerrar suas bases operacionais em Mesa, Raleigh-Durham (RDU) e Wilmington (ILM). A decisão está ligada à busca por maior eficiência em mercados onde os custos operacionais passaram a superar as margens de rentabilidade. A conectividade em RDU e ILM será mantida de forma limitada, por meio de voos operados a partir de New Haven, Rochester e Nashville, porém sem a estrutura de uma base permanente.
Paralelamente, a estratégia de crescimento passa a concentrar esforços no Texas. Até o fim de 2026, a Avelo pretende inaugurar uma nova base em Dallas/McKinney. O aeroporto se somará às operações já existentes em New Haven, Filadélfia/Vale do Delaware, Charlotte/Concord e Flórida Central/Lakeland. A mudança geográfica posiciona a companhia para disputar, de forma indireta, o tráfego secundário da região metropolitana de Dallas.
O reposicionamento ocorre após outra decisão estratégica concluída em outubro, quando a Avelo encerrou suas operações na costa oeste dos Estados Unidos e passou a concentrar sua malha aérea integralmente a leste do rio Mississippi.
O fim da era 737-700
A aposentadoria de sete das oito unidades do Boeing 737-700 marca uma mudança significativa na estrutura da frota. Com menor capacidade de assentos em comparação ao 737-800, essas aeronaves se mostraram menos eficientes dentro do modelo de baixo custo adotado pela Avelo, especialmente em rotas de maior demanda.
A empresa aérea norte-americana fez um pedido firme de 50 jatos Embraer E195-E2, com direitos de compra para mais 50, apoiando a estratégia da companhia aérea de oferecer viagens acessíveis e convenientes nos EUA. As entregas têm início previsto para primeiro semestre de 2027. O valor de tabela do pedido é de US$ 4,4 bilhões (cerca de R$ 23,8 bilhões), sem contar os direitos de compra.
A encomenda de até 100 aeronaves Embraer 195-E2 define o próximo capítulo da companhia. A adoção de jatos de corredor único de nova geração permitirá à Avelo atender mercados de menor densidade, com custos operacionais mais baixos e maior eficiência no consumo de combustível. “Estamos posicionando a empresa para um crescimento sustentável”, afirmou a companhia após o aporte de capital.
Segundo comunicado, a recapitalização garante à Avelo uma das posições de caixa mais sólidas do setor, considerando o seu porte operacional.
Fonte: Juliano Gianotto l Aeoin


