Um azeite produzido no interior de Santa Catarina surpreendeu jurados internacionais e conquistou medalha de ouro em um dos concursos mais prestigiados do mundo, realizado na Itália.
O reconhecimento foi para o blend extra virgem da Azeite Trieste, de Luzerna, avaliado entre cerca de 1,5 mil rótulos de diferentes países no EVO IOOC Italy. Os vencedores foram divulgados na segunda-feira (22), e a cerimônia de premiação e entrega dos certificados ocorre nesta sexta-feira (26).
Azeite catarinense é premiado na Itália
A Azeite Trieste possui aproximadamente 4.500 oliveiras cultivadas na propriedade. As plantas são de nove variedades diferentes, sendo três originárias da Espanha, uma da Grécia e cinco da Itália.
O azeite premiado é um blend elaborado com as variedades Koroneiki, de origem grega, e Arbequina, da Espanha. A combinação resulta em um azeite equilibrado, aromático, com frutado médio e amargor equilibrado.
O produto é indicado para harmonizar com pratos como peixes brancos, sushis, saladas de frutas, sorvetes e sobremesas à base de chocolate.
“É ouro líquido”, diz produtor sobre avaliação internacional do azeite catarinense
Segundo o empresário e produtor Rui Carlesso, a avaliação segue um padrão internacional de análise sensorial. O azeite é colocado em um copo azul, que é aquecido pelo contato das mãos para que o produto atinja uma temperatura próxima à corporal.
Depois, o avaliador analisa os aromas antes da degustação. Para ser classificado como azeite extra virgem, o produto precisa apresentar características como frutado, notas herbáceas e amargor no paladar.
“É ouro líquido”, define o empreendedor.
Para Rui, o prêmio ao azeite catarinense representa um reconhecimento que ultrapassa a propriedade e valoriza também o município de Luzerna.
“Ter um dos melhores azeites do mundo é motivo de orgulho, não apenas para a empresa, mas para Luzerna, que é uma pequena cidade do interior catarinense e que, com certeza, será mais reconhecida a partir de agora”, afirma.
Sonho começou em 2012 e virou realidade durante a pandemia
A história da Azeite Trieste começou antes da produção do primeiro azeite. O sonho de plantar oliveiras surgiu em 2012, quando Rui apresentou a ideia à família.
Na época, a reação foi de surpresa. “Queriam me internar, chamaram de louco”, relembra o empresário, em tom de brincadeira.
A dúvida fez com que ele buscasse conhecimento sobre o cultivo de oliveiras e o mercado de azeites. Em 2020, durante a pandemia da Covid-19, o projeto saiu do papel e começou o plantio das primeiras árvores.
“Nosso propósito desde o início é produzir azeite catarinense de altíssima qualidade”, reforça Rui.
O nome Trieste faz referência à cidade portuária italiana de onde vieram os antepassados do produtor, em 1878.
Clima do Meio-Oeste catarinense favorece cultivo de oliveiras
Originária da região do Mediterrâneo, a oliveira encontrou boas condições de adaptação em Luzerna. A planta se desenvolve bem em locais com períodos de frio e boa exposição solar, características presentes no Meio-Oeste de Santa Catarina.
Com o prêmio internacional, a produção catarinense passa a ganhar destaque em um mercado tradicionalmente dominado por países europeus.
Fonte: Marci Páz l ND Mais


