Sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Bretas sugere que Moraes cometeu crime de advocacia administrativa

Ex-juiz reagiu à notícia de que Moraes teria procurado presidente do BC para interceder no caso do Banco Master

Bretas sugere que Moraes cometeu crime de advocacia administrativa
Foto: Arquivo Colíder News
O ex-juiz Marcelo Bretas (foto), responsável por processos da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, reagiu à notícia de que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria procurado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, pelo menos quatro vezes para interceder pelo Banco Master.

De acordo com a coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo, foram feitos três contatos por telefone e um pessoalmente com Galípolo. Em todos os encontros, Moraes discutiu os problemas do banco de Daniel Vorcaro e buscou informações sobre o andamento da operação de venda do Master para o Banco Regional de Brasília (BRB).

Como mostramos, a esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, tinha um contrato com o banco de Daniel Vorcaro no valor aproximado de 130 milhões de reais.

Ao comentar a reportagem, Bretas sugeriu nesta segunda-feira, 22, em suas redes sociais, que Moraes cometeu o crime de advocacia administrativas.

“Crime de Advocacia administrativa

Art. 321 – Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário: Pena – detenção, de um a três meses, ou multa.
Parágrafo único – Se o interesse é ilegítimo: Pena – detenção, de três meses a um ano, além da multa”, diz a publicação feita pelo ex-juiz da Lava Jato no Rio.

A matéria acrescenta que o próprio Moraes solicitou a Galípolo que fosse aprovada a venda do Master para o BRB. A operação, depois, foi alvo de uma operação da Polícia Federal por indícios de fraudes.

Prisão e soltura de Daniel Vorcaro
Em 18 de novembro, a PF prendeu Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ele estava no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

De acordo com a corporação, Vorcaro pretendia deixar o Brasil com destino à Europa. A defesa de Vorcaro negou. Os advogados do banqueiro afirmaram que ele estava seguindo para o Catar negociar a venda do Master.

A prisão fez parte da Operação Compliance Zero, destinada a desarticular um esquema de emissão de títulos de crédito falsos envolvendo instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional.

Em 28 de novembro, Vorcaro obteve a revogação de sua prisão. A decisão foi proferida pela desembargadora Solange Salgado, integrante do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). A magistrada optou por substituir a custódia por um conjunto de medidas cautelares diversas da prisão.
Esta informação foi útil?Compartilhe com seus contatos.
22ª Festa do Carneiro
Publicidade 22ª Festa do Carneiro Conhecer parceiro