O Porto de Santos, em São Paulo, informou, nesta terça-feira (4), que foi desembarcada, no domingo (2), uma carga de 30,2 mil toneladas de óleo diesel provenientes do Porto de São Petersburgo, na Rússia. Segundo o maior terminal portuário do país, trata-se do navio NS Pride, de bandeira liberiana.
Mais cedo, o presidente da República e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), informou que cerca de 35 milhões de litros de diesel importado da Rússia chegaram ao Porto de Santos.
“Cerca de 35 milhões de litros de diesel importado da Rússia chegaram ao Porto de Santos. Outras operações de importação estão em progresso. Novas cargas são esperadas para outubro, aumentando a competição e pressionando para a queda dos preços do combustível”, afirmou.
O conflito entre a Rússia e a Ucrânia, iniciado em fevereiro, provocou desequilíbrio mundial no mercado, principalmente no de combustíveis. A tentativa de compra de diesel russo pelo Brasil começou há meses, mais precisamente em julho.
Bolsonaro viajou para a Rússia em fevereiro deste ano, poucos dias antes da guerra. Na ocasião, ele se reuniu com o presidente Vladimir Putin e defendeu a soberania dos países diante da invasão russa da Ucrânia, em 24 de fevereiro. Depois, em 27 de junho, Bolsonaro voltou a falar com Putin, dessa vez por telefone. Os assuntos discutidos foram a compra de fertilizantes e produtos agrícolas.
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Para o ano que vem, a projeção é ainda maior e chega a 63,5 bilhões de litros, o que representaria uma nova marca — aumento de 1,4% em relação a este ano. Em nota, a Petrobras confirmou a tendência e afirmou que o mercado interno deve superar o resultado de consumo de óleo diesel do ano passado.
Procurados, o Palácio do Planalto e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) não responderam.


