O mistério acabou. Depois de diversos flagras, o Chevrolet Tracker já tem data para estrear. A GM confirmou que o novo SUV “chegará às concessionárias até o fim do primeiro trimestre” março e será produzido em São Caetano do Sul, em São Paulo. A marca, inclusive, está finalizando o processo de renovação da fábrica para receber o inédito modelo.
O Tracker é um projeto global feito sobre a plataforma Global Emerging Markets (GEM) – a mesma de Onix e Onix Plus –, criada pela GM com a SAIC, sua parceira chinesa.
Quanto ao tamanho do carro, o novo Tracker não amplia muito as dimensões externas do original. São 4,27 metros de comprimento (2 centímetros a mais) e 2,57 m de entre-eixos (também 2 cm extras).
O porta-malas passou de 306 litros (volume de hatchback compacto) a 360 l. Foi o suficiente para ficar acima do Jeep Renegade e seus 320 litros, embora o espaço seja inferior a de rivais como o Honda HR-V (437 l nos modelos 1.8 e 393 l no 1.5 turbo — saiba o porquê da diferença do porta-malas deste e de outros SUVs).
O Tracker terá o motor do Onix nas versões mais baratas, porém com menos potência. O três cilindros 1.0 turbo deve gerar 116 cv e 16,8 kgfm de torque. Uma opção mais potente, um inédito 1.2 turbo, deve aparecer na época do lançamento. A GM, inclusive, investiu quase R$ 2 bilhões na fábrica de motores em Joinville, em Santa Catarina.
A fabricação no ABC paulista) será um dos aliados para obter um preço mais em conta do que o Tracker atual, que é importado do México. Em relação à projeção de vendas, o novo Tracker também tem a pretensão de se tornar líder do segmento dos SUVs compactos.
A oferta de configurações diversas será a maneira de enfrentar concorrentes que utilizam a mesma estratégia, caso do Volkswagen T-Cross, Hyundai Creta, HR-V e Renegade. Somente um ou outro exemplo apela para uma motorização apenas, exemplo do Nissan Kicks.


