A Administração Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) autorizou a importação de carne bovina brasileira certificada antes do dia 4 de setembro. Com a decisão, cerca de 100 mil toneladas de carne bovina brasileira poderão desembarcar em portos chineses, segundo estimativas da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).
Em cumprimento ao protocolo sanitário assinado com o país asiático em 2015, como exportação para a China foram suspensas pelo Brasil no dia 4 de setembro, após a identificação de dois casos atípicos de EBB, (Encefalopatia Espongiforme Bovina, nome técnico do mal da vaca louca), um Minas Gerais e outro em Mato Grosso.Desde então, o governo brasileiro vem mantendo intensas consultas técnicas com autoridades chinesas para fornecer as informações necessárias à reabertura do mercado. ESCASSEZ – Muitos especialistas têm apontado para o fato de, retomada a linha comercial Brasil-China aos patamares experimentados em 2020, o mercado interno poderá sofrer crises pontuais de escassez. O medo, dizem, é que o produtor, para aumentar a rentabilidade do rebanho, prefira o mercado que paga em dólares pela carne. Uma das consequências para isto, afirmam economistas, seria maior pressão inflacionária.Acompanhe o nosso trabalho também nas redes sociais;
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PALAVRA DA MINISTRA - Segundo a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, a liberação desses lotes pela GACC representa um primeiro passo rumo à retomada das exportações regulares para a China. “Não existe motivo de preocupação nem para os nossos consumidores nem para os consumidores externos. Essa liberação alivia os nossos exportadores que tinham muitos desses contêineres no mar ou em portos, que serão então liberados para entrarem na China. Agora, temos um próximo passo para liberar a suspensão da carne brasileira daqui para frente. Estamos em andamento neste processo e espero que isso aconteça ainda no próximo mês”, frisou Tereza Cristina.
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