O gigante asiático foi responsável, isoladamente, neste ano que se encerra, por 42,2% das exportações de carne bovina do Brasil, somando embarques entre janeiro e novembro deste ano.
Mato Grosso, que possui o maior rebanho de gado do corte do Brasil, também é a unidade da Federação que mais vendeu para o mercado chinês, que se consolida como parceiro estratégico e garante com suas aquisições, superávits financeiros, vitais para a economia do país e do Estado, principalmente em período de crise.
O Brasil possui atualmente 35 fábricas autorizadas a vender produtos para a China, e busca a aprovação para outras 26 unidades no curto prazo, afirmou Antônio Camardelli, presidente da Abiec.
E a China deve ampliar suas compras em 2021, mas os produtores de carne bovina do Brasil planejam aumentar os volumes exportados em 6% no ano que vem, à medida que negociam acesso a novos mercados na Ásia e América do Norte, disse a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) nesta sexta-feira
A Abiec estimou que o Brasil, maior fornecedor global da proteína, pode exportar 2,141 milhões de toneladas no próximo ano, volume avaliado em 8,789 bilhões de dólares.
O Brasil está negociando acordos para venda de carne bovina "in natura" para Canadá, Japão, Coreia do Sul e México, disseram autoridades da Abiec. Atualmente, o Brasil exporta o produto processado para o Canadá.
Juntos, esses países importam cerca de 1,3 milhão de toneladas de carne bovina "in natura" por ano, ou cerca de 12,5% do mercado internacional.
A Abiec disse que as empresas brasileiras poderiam fornecer cerca de 260 mil toneladas por ano para os quatro países, representando receita potencial de 1,5 bilhão de dólares.
Em relação a 2020, o Brasil está encerrando o ano com exportações recordes de carne bovina, com o setor sendo menos afetado do que concorrentes globais devido à pandemia.
As exportações históricas do Brasil ocorreram em meio a interrupções nas operações de algumas unidades em países como os Estados Unidos e Austrália, como consequência do coronavírus.
Segundo apresentação da Abiec, "quase nenhum" frigorífico brasileiro teve de parar operações em função de questões de saúde relacionadas à Covid-19.
As exportações brasileiras devem fechar 2020 com um valor sem precedentes de 8,533 bilhões de dólares, com volumes embarcados em um ano superando 2 milhões de toneladas pela primeira vez, segundo a Abiec.
No ano passado, as exportações de carne bovina atingiram 7,6 bilhões de dólares, com embarques de 1,866 milhão de toneladas.


